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Bajuladores Evangélicos e seus Ídolos

“Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único?” Jesus de Nazaré
Os discursos “toda glória pro Senhor”, “humildemente ao Senhor”, “pela misericórdia do Senhor” continuam em pleno uso, mas completamente fora de prática. Palavras vazias, desprovidas da atitude na vida de uma geração inteira de líderes, ícones artísticos evangélicos, pregadores pop star, popstores, meu Deus, que perdição.

Não sei se posso afirmar que tais chegaram algum dia ao conhecimento de alguma coisa semelhantes ao Evangelho, se eles se arrependeram de seus pecados e dos frutos amargos de suas vidas podres, mas o que dá pra ver sem maiores aprofundamentos é que estão todos perdidos (segundo minha ótica).

Já vem de tempo, quando observava um pastor local anunciando um pregador renomado, falando aquele monte de coisas chavões como ‘este grande servo de Deus’, numa tentativa de misturar a humildade de um escravo com a grandeza de seu Senhor, o que sempre pegou mal dentro de meu coração, mas naquele tempo não entendia bem como as coisas funcionavam, então, engolia.
Esse lance idólatra está cada vez mais forte entre nós, evangélicos. Em muitos lugares quer fui tocar, era anunciado dessas formas também. É terrível! Gera uma coisa ruim dentro da gente, uma ‘semgracesa’ sem limites, um desconforto doloroso. Não sei como os bam bam bans conseguem suportar isso!
Lembro-me de uma vez em que fui assistir a um mega cantor hispânico, em Porto Alegre.
Fui lá como fã, como admirador mesmo, ele era ‘o cara’ que compunha as maiores canções que nossas igrejas do Brasil utilizavam em seus momentos mais profundos de adoração, louvor e hinos de guerra espiritual (nessa seqüência, pois era assim que se louvava há vinte anos atrás – não sei como é hoje).
Fomos lá, eu e minha esposa naquele evento realizado por um bom amigo lá do sul num ginásio da capital do estado. O evento foi um sucesso, embora tenha sido bombardeado via rádio por um pastor local com pinta de “coronel do gueto gospel” da época, sob argumentação de estar sendo cobrado ingresso.
É cada uma, que só o tempo revela!
Interessante é que no momento do evento, o próprio pastor coroné estava lá, em cima do palco, dando tapas nas costas de todo mundo, afinal o ginásio estava lotado. Nós do público estávamos meio confusos, pois era o mesmo “homem de Deus’ que tinha enchovalhado o evento por semanas de forma pública e massiva, mas agora ele estava lá, ao lado do organizador e do mega cantor hispânico, abraçando, beijando, orando juntos, uma bênção o que deus pode fazer, não? Mamón, digo, o deus dos interesses, das aparências, dos negócios.
O mesmo evento revelou coisas incríveis pra mim, as quais foram sendo compreendidas em meu interior através de anos de convívio com a cena gospel.
No mesmo palco, subiu o maior cantor de todos os tempos do Rio Grande do Sul, homem massa, simpatia em pessoa, dotado de obra extraordinária, esculpida em canções que se tornaram célebres no hinário gospel de mais de trinta anos pra cá. Ele é também considerado o pai da adoração congregacional do Brasil. Como os demais, ele também estava lá em cima do palco, mas estava incomodado com o quadro que via. Não o quadro do pastor coronel – revestido de cara de pau para não ficar de fora daquela foto – mas com o quadro que o povo pintava, cantando em coro o nome do mega cantor hispânico, levantando faixas exibindo nomes de fãs clubes, essas coisas.
O irmão ‘ministro de louvor celebridade histórica do Brasil’ tomou o microfone para lançar uma exortação a nós, o povo, dizendo: “amados, eu conheço pessoalmente o mega cantor hispânico. Ele é um homem de Deus, por isso, não venham aqui para adorá-lo. Adorem somente ao Senhor, pois ele é o único digno de receber louvor, honra e adoração”.
Algumas palmas tímidas foram ouvidas no ginásio, mas acho que a exortação não soou bem pra muitos ali. Eu mesmo achei aquilo meio estranho! Eu tinha poucos anos de jornada de fé cristã e muitas coisas me eram estranhas naquele momento.
O show foi ótimo, a mensagem desafiadora – o mega cantor hispânico foi massa naquela ocasião.
Os anos se passaram e ele, mega cantor hispânico, tornou-se pastor numa mega igreja americana; o pastor coronel passou a fazer eventos cobrando ingressos e o ministro de louvor exortador passeia pelos canais de TV e eventos de celebridades gospel do Brasil recebendo prêmios por sua relevância e contribuição com o ‘reino’, Qual reino? Eu tenho minha opinião sobre qual, mas deixo pra cada um que lê isto refletir.
Desta vez não cito nomes, não cito reinos, só conto história, como uma parábola, deixando que cada um interprete de sua forma.
Só o que posso dizer é que o versículo lá de cima, ao meu juízo, se encaixa muito bem com essa ladainha gospel de hoje em dia. É uma bajulação mentirosa, cínica, um jogo de cena infernal, um monte de tapinhas nas costas e troca de elogios entre pessoas que no fundo no fundo, talvez, até se odeiem.
Já ouvi cada coisa nos bastidores de grandes shows gospel… posso garantir que a bajulação é uma das marcas mais fortes das estruturas corporativas dos shows eclesiais.
E disse Jesus: “Como crerão, se aceitam bajulação uns dos outros?”
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Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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