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Dízimo de despojos: de guerra

Essa história de dízimo pode servir para qualquer um que nela ainda crer, mas, creio eu que é mais maléfica do que benéfica.

Isto porque, alguns o fazem simplesmente para serem abençoados com prosperidade, e esse é o primeiro erro: pois se faço para receber algo em troca, então não faço por amor! O amor doa sem interesses!

 E o segundo grande erro, isso sem falar que ele não faz parte do contexto, graça, a qual estamos inseridos, é o fato de que muitos, muitos, muitos que o fazem, se acham mais justos que os outros, e caem no erro na justiça própria, alegando fidelidade ao cumprir uma única lei (entende?)! Igual ao fariseu que batia no peito e davas graças por não ser como os outros, pecadores, e por ser dizimista, atente para o que Jesus disse acerca do tal!
Quer realmente obedecer a uma lei? Obedeça a lei de Cristo, a lei do amor! aí você não dará 10%, dará espontaneamente, o que vier ao seu coração! E mais, dará a quem precisa, e não somente ao templo, dará ao necessitado! Afinal, os templos em sua maioria já tem muitas riquezas, e tem também muitos irmãos que pagam o dízimo para ser prósperos, e acabam assim prosperando e muito os que pregam o dízimo (os líderes).A verdade é que geralmente os defensores do dízimo são na maioria os adeptos da teologia da prosperidade, veja: http://www.pulpitocristao.com/2013/01/veja-os-20-versiculos-que-provam-que-a-teologia-da-prosperidade-esta-certa/
outra coisa que acho um grande furo teológico, mas, esse não é o assunto em questão.E quanto às promessas feitas a Abraão, todos nós somos participantes em Cristo, pois, Ele é que é descendência de Abraão! quando recebemos Cristo como nosso Senhor e Salvador, automaticamente somos feitos coerdeiros de todas as promessas! Não entendo que nada do que façamos possa nos tornar participantes, nenhum cumprimento de lei através de nossas vidas vai nos tornar dignos de receber nada, somente Cristo! O fato de eu fazer o que fez Abraão, não muda nada! Aliás, impossível eu fazer o que ele fez, sabe porque?

Abraão deu dízimos de despojos (de guerra), se Deus quiser eu nunca enfrentarei uma guerra para tomar algo que tinha sido roubado de mim, ou de outro, ou qualquer outra coisa! Tô fora de guerra!

Veja…

Abraão foi chamado por Deus a sair de sua terra, Ur dos caldeus, cujos habitantes eram pagãos, para ir até Canaã. Em obediência ao chamado de Deus, Abraão mudou-se para Harã, permanecendo lá até a morte de seu pai. Ao partir para a terra de Canaã, diz a Palavra de Deus que Abraão levou junto com ele a sua esposa Sara e o seu sobrinho de nome Ló, filho de seu falecido irmão, bem como todos os bens que ele havia adquirido e as pessoas que lhe foram acrescentadas em Harã (Gênesis 12:5). Devido à grande quantidade de bens que Abraão e Ló possuíam, houve contenda entre os seus pastores de gado. Os dois conversaram e pacificamente decidiram pela separação, conforme está relatado em Gênesis 13. Abraão ficou em Canaã e Ló dirigiu-se para os limites da cidade de Sodoma (Gênesis 13:12).
Tudo estava indo muito bem, até que irrompeu um conflito na região. Cinco reis resolveram rebelar-se, cansados de servir por doze anos ao rei de Elão, Quedorlaomer. Foram eles: Bera, rei de Sodoma; Birsa, rei de Gomorra; Sinabe, rei de Admá; Semeber, rei de Zeboim; Belá, rei de Zoar (vizinho ao Egito).
O rei de Elão, Quedorlaomer reagiu e convocou outros três reis para sufocarem os rebeldes. Foram eles: Anrafel, rei de Sinar (região da Babilônia); Arioque, rei de Elasar; Tidal, rei de Goim. Esta guerra é denominada pelas Escrituras Sagradas como “A guerra de quatro reis contra cinco” (Gênesis 14:1-17).
Os reis rebeldes, como não possuíam experiência de combate, foram impiedosamente derrotados e subjugados pelas forças comandadas pelo rei Quedorlaomer. Os vitoriosos saquearam as cidades da planície e todo o povo foi levado cativo, os seus bens e todo o seu mantimento. Inclusive Ló, que morava nos limites da cidade de Sodoma, foi levado preso e todos os seus bens confiscados (Gênesis 14:12).
Abraão tomou conhecimento da calamidade que sobreviera ao seu sobrinho Ló através uma pessoa que escapou da batalha. Movido por uma profunda afeição por seu sobrinho, o patriarca Abraão decidiu libertá-lo. Para isso ele convocou uma tropa de elite com trezentos e dezoito bravos guerreiros, todos criados em sua casa e devidamente preparados para o combate. Ele buscou também o apoio de três régios aliados, os irmãos Manre, Escol e Aner, governadores das planícies dos amorreus, que se uniram a ele com os seus grupos. Juntos partiram em perseguição dos invasores. A vitória foi esmagadora. Todos os cativos foram libertados e todos os bens recuperados (Gênesis 14:16).
Em seguida a Palavra de Deus registra o encontro que Abraão teve com Melquisedeque, rei de Salém. Como sacerdote do Deus Altíssimo, ele trouxe pão e vinho e pronunciou uma bênção sobre Abraão e deu graças ao Senhor que operara um tão grande livramento por meio de Seu servo. E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo. (Gênesis 14:18-20; Hebreus 7:1 e 2)
Era costume que os despojos de guerra ficassem com os vencedores. No entanto, Abraão não empreendera esta expedição com o intuito de lucros, e recusou-se a tirar vantagens, estipulando apenas que seus aliados recebessem a parte que tinham direito. Como exemplo há o relato da insistência do rei de Sodoma para que Abraão ficasse com os bens materiais e devolvesse apenas as pessoas seqüestradas por Quedorlaomer. Abraão lhe disse:
“Levantei minha mão ao Senhor, o Deus altíssimo, o possuidor dos céus e da terra, que desde um fio até a correia, dum sapato, não tomarei cousa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abraão, salvo tão somente o que os mancebos comeram, e a parte que toca aos varões que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte.” Gênesis 14:22-24.
Foi exatamente isto que Abraão fez. Após descontar o custo operacional da guerra, ele devolveu aos seus legítimos donos 90% (noventa por cento) do que restou de todos os despojos recuperados e deu 10% (dez por cento) ao sacerdote Melquisedeque, baseado num COSTUME dos povos PAGÃOS da antiguidade..
O texto bíblico diz que Abraão deu o dízimo de tudo, não do seu patrimônio, mas unicamente dos DESPOJOS recuperados na guerra. Este entendimento está em conformidade com o que está escrito em Hebreus 7:4:
“Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos.”
Não há registro bíblico de que este dízimo era sistemático e obrigatório. Também não há registro da obrigatoriedade de dizimar despojos de guerra.
O exemplo de Abraão, além de refletir apenas um fato isolado em sua vida, não nos parece ter sido de orientação divina, mas um costume da sociedade (PAGÃ) de seus dias. Em nenhum momento é mencionado e nem sequer sugerido que Abraão entregou o dízimo por força de lei. O lado positivo desta ação está no respeito e na honra que ele prestou ao rei e sacerdote Melquisedeque. Inclusive não há registro bíblico de Abraão ter transmitido este ensinamento aos seus filhos.
Voltando aos nossos dias, a quem você reverencia ao dar dízimo? a Deus? ao pastor local? a um sacerdote? a um templo de pedra?

Respeito a opinião dos dizimistas, e espero ser pelo menos, respeitado também! Pois, tudo que faço ou deixo de fazer, é pela fé!

Encerro meu pequeno comentário com um verso, bíblico para o meu amado leitor, e lembre-se, somos herdeiros em Cristo, somos todos sacerdotes, somos templo e morada do Espírito Santo então não há casa do tesouro, somos feitos Filhos de Deus por adoção em Cristo Jesus!

Que o senhor lhe abençoe grandiosamente em nome do Senhor Jesus Cristo!

Mas vós (vocês que fazem parte do corpo de Cristo) sois a geração eleita, O SACERDÓCIO REAL, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 1 Pedro 2:9

Espero que essa visãozinha estreita, limitada, e restrita tenha servido para o querido (a)

A paz seja contigo!
Fonte: http://ideiaerevelacao.blogspot.com/2013/09/dizimo-de-despojos-de-guerra.html
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Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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Um Comentário

  1. Se Jesus falou com um Rapaz para ele seguir Jesus Cristo e entra no reino de Deus tinha que vende seus bens e da os pobres e segui

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