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O COLISEU ROMANO

12308276_543094392509724_4565173022528023059_nCentenas e centenas de cristãos entravam no Coliseu Romano cantando hinos de louvor. Eles caminhavam para a morte como uma noiva caminha para os braços de seu noivo. Eles comemoravam a morte, como um adolescente comemora seu melhor aniversário. Afinal, tinham um Líder: Jesus Cristo, o ressuscitado, a estrela de brilho eterno, o reconciliador da Vida, o maior Líder carismático da História.

No Coliseu feras esfomeadas comiam as mãos daqueles que, minutos antes, oravam a Deus. Imaginemos Lúcifer dizendo pela boca dos carrascos: “Se você não abandonar essa doutrina estranha eu rasgo o ventre desse seu filhinho pela espada”. E dezenas de mães cristãs, segurando o cadáver de seus filhos nas mãos, se atiravam na violência sanguinária de leões embriagados de sangue. Por meio de Roma, Satanás tem perseguido o povo de Deus.

No Apocalipse, capítulo 12, fala-se de Roma sob a figura de um dragão. É que Satanás, o dragão, se utilizou de Roma pagã e papal a fim de perseguir o “Varão”, Cristo, e a “mulher” a igreja cristã. Roma havia de levantar-se contra Cristo, o Príncipe dos príncipes, e isto fê-lo no ano 31 A.D., quando, por autoridade dos romanos, foi Cristo posto à morte (Daniel 9:25; Atos 3:15). Havia de destruir o santuário e tirar o sacrifício contínuo, como também fora predito em Daniel 9:26. Isto se cumpriu no ano 70 A.D., quando da destruição de Jerusalém pelos romanos, ao mando do general Tito.

Satanás, não podendo destruir a Cristo, concentrou todo o peso de sua hoste contra os cristãos. Mas a implacável fúria de suas investidas era debalde, pois quanto maior o número dos trucidados por causa da fé, tanto maior o número dos novos conversos. O sangue dos mártires era qual semente que, quanto mais se derramava mais brotava.

Lançando um olhar profético através de longos séculos no futuro, de trevas e superstição, o apóstolo viu não só multidões de cristãos morrerem a gloriosa morte de mártires da fé por causa de sua inflexível fidelidade à Palavra de Deus; mas também a recompensa dos fiéis na vinda de Cristo.

As catacumbas, sob as colinas, fora da cidade de Roma, serviram de refúgio para inúmeros cristãos. Ali faziam culto segundo os ditames de sua consciência; ali sepultavam seus mortos; e ali se abrigavam quando suspeitos. Quantos não sairão desses sombrios subterrâneos, quando Cristo vier buscar os Seus seguidores! Quando martirizados, não se ouvia queixume algum de suas bocas. Tudo suportavam com paciência, “regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (Atos 5:41). Cânticos de triunfo ascendiam dos seus lábios, quando atados para a fogueira. Tortura alguma lhes era pesada demais, diante da promessa: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Satanás viu que seus esforços apenas traziam resultados contraproducentes. Na criação, o domínio do mundo foi dado ao homem. Mas, pela sua desobediência a Deus, foi-lhe arrebatado o domínio por Satanás, que assim, se tornou “o príncipe deste mundo” (João 12:31). O homem, porém, não foi deixado sem esperança. Pelo plano da redenção, foi-lhe facultada a possibilidade de sacudir de si o jugo de Satanás e tornar-se súdito do reino de Cristo (Lucas 19:12; 1 Coríntios 4:8; Hebreus 12:28).

Cristo virá, segunda vez, como “Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (Apocalipse 19:16), e então estabelecerá o reino da glória (Mateus 25:31). A Cristo, Deus “constituiu herdeiro de tudo” (Hebreus 1:2). “E, se somos filhos (de Deus), somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Romanos 8:17). O “primeiro domínio” (Miquéias 4:8), perdido pelo pecado, ser-nos-á devolvido. Ouviremos da boca do Rei: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

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POR: Júlio César Prado

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Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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