O FUTURO REINO DO MESSIAS

A Parábola do Trigo e do Joio

O Futuro Reino do Messias (Parte I)

Esta parábola é escatológica, portanto, ela nos revela acontecimentos futuros, mas também fala do passado, enfim ela relata a história da humanidade desde o princípio da criação até a implantação do Reino do Messias que está por vir.

O Senhor Jesus falava muito por parábolas. A Bíblia diz que:

“E chegando-se a Ele os discípulos, perguntaram-Lhe: Por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque à vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe–á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.” Mateus 13:10-13.

Jesus tinha diante de Si um público 100% judeu, sendo que, nem todos estavam dispostos a aceitar as Suas instruções. O problema estava na aceitação das palavras do Messias. Para o grupo que tinha idéias preconcebidas e não conseguia abrir seu coração para as mensagens do Mestre, foi lhes apresentada uma profecia do profeta Isaías:

“Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e Eu os cure.” Mateus 13:14-15.

Mas para aqueles que de bom grado receberam e aceitaram a Palavra de Deus, Jesus disse:

“Mas bem aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois, em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.” Mateus 13:16-17.

Dentre as muitas parábolas ensinadas por Jesus, a do trigo e do joio foi em especial muito bem detalhada. Mesmo assim, muitos segmentos religiosos interpretam-na erroneamente como devendo acontecer dentro de uma instituição religiosa, referindo-se aos bons e maus religiosos que dela fazem parte.

Na parábola do trigo e do joio extraímos preciosas lições. A pedido dos discípulos, conforme lemos em Mateus 13:36, Jesus dedicou parte do Seu tempo para explicar-lhes em todos os detalhes:

a) “Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo.” Mateus 13:24.

“…O que semeia a boa semente é o Filho do homem.” Mateus 13:37.

“…A boa semente são os filhos do reino;…” Mateus 13:38

“O campo é o mundo;…” Mateus 13:38.

Deus assemelha Sua obra como a de uma grande lavoura, onde se tem primeiramente o trabalho de preparar o campo. Quem prepararia um terreno para cultivar ervas daninhas? Se estas surgem, ninguém de bom senso pensaria em arrancar a boa planta e deixar o campo por conta das pragas. O que Deus semeou neste campo, o planeta Terra, foi a boa semente. No planeta Terra Deus criou o homem, sem pecado, para nele habitar e dominar sobre todas as demais criaturas. Os filhos do reino, portanto, são os seus servos que aqui habitam e são os legítimos donos do reino. Por isso Ele quer que os homens convertam-se e sirvam-nO.

b) “Mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio.” Mateus 13:25.

“O inimigo que semeou o joio é o Diabo;…” Mateus 13:39

“…o joio são os filhos do maligno.” Mateus 13:38.

Houve um tempo em que Satanás tratou de promover sua rebelião e conseguiu seduzir uma parte dos anjos. Ele foi expulso do céu e lançado para a Terra (ver Apocalipse 12:7-9). Aqui na Terra, o homem não vigiou e como resultado pecou, desobedecendo à ordem divina (ver Gênesis 3:1-6). O joio alastrou-se por todo o planeta Terra. A Bíblia diz que “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” Romanos 5:12.

Não foi plano de Deus que ímpios habitassem Seu planeta. O joio foi semeado pelo Diabo e este incitou os homens ao pecado e tem sido o grande responsável pela proliferação do joio na Terra, que é o campo de Deus. Os filhos do maligno estão vivendo no lugar errado. Deus não preparou o planeta Terra para eles.

Ao criar nosso planeta, o plano original de Deus determinava que este fosse habitado por homens que O servissem.

Os animais foram criados para complementar a alegria dos homens e viverem em plena harmonia. No entanto, a rebelião de Satanás (Diabo) veio transtornar, ainda que transitoriamente, a paz aqui reinante. Como tudo tem um tempo, nestes seis mil anos de história o efeito do pecado tem trazido muito sofrimento a todos os habitantes da Terra, mas em breve tudo estará em seus devidos lugares e funcionando exatamente conforme o projeto original de nosso sábio Criador. Nada irá alterar a vontade de Deus e o mal ficará para trás.

c) “E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo, boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso, E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não, para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.” Mateus 13:27-28.

É interessante notar que a princípio quando, os servos do Pai de família, aqui representados pelos anjos de Deus, notaram a presença dos filhos do maligno, quiseram vir para destruí-los, mas Deus não permitiu que os anjos arrancassem os ímpios da face da Terra, pois esta destruição poderia afetar também os justos e disse-lhes que aguardassem o tempo da colheita, o fim do mundo ou a consumação dos séculos. Deus nunca quis ferir os ímpios de forma que atingisse aos justos. Exemplos disto ocorreram no dilúvio, em Sodoma e Gomorra e na matança dos primogênitos, no Egito. Através a arca Deus preservou a Noé, sua família e os animais; em Sodoma e Gomorra, preservou a Ló e a sua família e no Egito, com o sangue nas ombreiras das portas, preservou os hebreus. (ver Hebreus 11:7; I Pedro 3:20; Lucas 17:28 e 29; Êxodo 12:22 e 23; Hebreus 11:28)

d) Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no Meu celeiro.” Mateus 13:30.

“…a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.” Mateus 13:39-40.

Esses anjos serão enviados por Jesus: “Mandará o Filho do homem os Seus anjos, e eles ajuntarão do Seu reino, todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade.” Mateus 13:41.

Há uma questão que está causando enorme constrangimento para muitos estudiosos sinceros da Palavra de Deus. Até quando conviverão juntos o joio e o trigo (ver Mateus 13:24-30 e 36-43), bem como os bons e os ruins (Mateus 13:47-50)? Para a maioria dos cristãos os justos serão separados dos ímpios na volta de nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, de acordo com as Sagradas Escrituras, a existência do joio e do trigo em nosso planeta se estenderá até o “fim do mundo”. O termo “fim do mundo” não significa a destruição literal da Terra, mas apenas o fim da presente era do pecado e da morte. A parábola do joio e do trigo nos traz esta preciosa informação:

“Pois, assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os Seus anjos, e eles ajuntarão do Seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 13:41 e 42.

O mesmo fato é relatado na parábola da rede:

“Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de peixes. E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins, porém, lançaram fora. Assim será no fim do mundo; sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 13:47-50.

Ao retornar, o Messias estabelecerá o Seu reino na Terra. Ele reinará durante mil anos e com Ele reinarão todos aqueles que foram por Ele comprados com o Seu sangue, de toda a tribo, língua, povo e nação (ver Apocalipse 5:9 e 10). Durante o milênio não haverá intercessor, pois o Messias estará governando na qualidade de Rei e Ele “julgará com justiça os pobres, e decidirá com eqüidade em defesa dos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio.” Isaías 11:4.

No reinado milenar de Cristo existirão nações que continuarão procriando e povoando a Terra, identificadas pela Palavra de Deus como sendo sobreviventes da grande batalha do Armagedom (ver Joel 2:31 e 32). Estas nações serão regidas com vara de ferro pelo próprio Messias (ver Apocalipse 19:15) e pelos salvos (ver Apocalipse 2:26 e 27). Pessoas boas e más farão parte do reinado milenar de Cristo, por uma razão muito lógica: o pecado e a morte continuarão existindo (ver Isaías 65:20). Satanás estará preso e será lançado no abismo para que não mais engane estas nações. No final do milênio Satanás será solto da sua prisão por um pouco de tempo e sairá a enganar as nações que ainda não tinham sido provadas por ele, para ajuntá-las para a batalha contra a Jerusalém terrestre Todos os enganados por Satanás (joio) serão destruídos pelo fogo que descerá do Céu (ver Apocalipse 20:3 e 7-9). Prova-se através este episódio que o fim da era do pecado e da morte não se dará no momento da volta de Cristo, mas no final do milênio. Até lá o joio e o trigo estarão presentes.

De acordo com a Palavra de Deus, o fim do mundo ocorrerá no final do milênio, quando finalmente a morte será destruída (ver Apocalipse 20:14). O apóstolo Paulo apresenta-nos mais detalhes a esse respeito:

“Então VIRÁ O FIM quando Ele (Cristo) entregar o reino a Deus, o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que Ele (Cristo) reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.” I Coríntios 15:24-26.

Todos os ímpios serão removidos e desaparecerão da Terra quando vier o tempo da colheita. Nesse tempo ocorrerá a separação das ovelhas e dos cabritos conforme relatado em Mateus 25:31-46.

Posteriormente o trigo será recolhido no celeiro. Numa grande lavoura, o celeiro não fica longe da plantação, mas num lugar dentro da propriedade. A falta de um cuidadoso exame das Escrituras, muitos são levados a uma interpretação errônea da Palavra e porque não dizer, até em oposição à verdade bíblica. Assim, os santos não serão levados para o Céu. Eles permanecerão na Terra (ver Provérbios 2:21). A Palavra de Deus, ao contrário do que muitos supõem, não dá nenhum apoio a uma morada ou estágio nos Céus:

“Sede benditos do Senhor que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a Ele aos filhos dos homens.” Salmos 115:15-16.

A Palavra de Deus nos diz que o reino do Messias é realmente aqui na Terra, pois os anjos “…colherão de Seu reino todos os que servem de tropeço e os que praticam a iniqüidade” Mateus 13:41, o que nos prova duas importantes coisas: 1) aqui é o Reino de Cristo e 2) o joio ou os causadores de iniqüidade e escândalo são os que serão removidos da Terra.

Diferentemente do que se está pregando por aí, não são os santos que serão removidos da Terra. É um ensinamento totalmente contraditório e sem fundamento bíblico. As Escrituras Sagradas dizem o seguinte a esse respeito:

“Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela, mas os ímpios serão exterminados da terra.” Provérbios 2:21-22.

Deus não preparou o campo para o joio. Ao defender a idéia de que os salvos serão levados para o Céu, é estar desvirtuando um importante ensinamento de Deus. Ele criou a Terra perfeita:

“E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. …” Gênesis 1:31.

Porque razão abandonaria Deus o planeta Terra e a deixaria totalmente nas mãos do inimigo? Não seria esse o verdadeiro objetivo de Satanás? No entanto, a verdade é que o joio terá que ser arrancado daqui, pois não foi plantado pelo Criador:

“…toda a planta que Meu Pai Celestial não plantou, será arrancada.” Mateus 15:13.

A Bíblia diz que o Senhor Jesus não virá para destruir o planeta Terra, mas virá para destruir “os que destroem a Terra.” Apocalipse 11:18. Um dos principais objetivos da vinda do Messias é restaurar o planeta Terra. O reinado do Messias durante o milênio será um reinado de transição que visa levar a Terra do estado atual às condições paradisíacas do Éden.

Uma outra questão muito importante precisa ser esclarecida: quem será levado e quem será deixado? Há um texto bíblico mal interpretado por muitos sinceros cristãos:

“Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado o outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.” Mateus 24:40-41.

Examinando isoladamente o texto acima, pode-se cair numa tremenda armadilha. As pessoas acabam sendo iludidas com o pensamento de que os justos serão levados para o Céu e os ímpios serão deixados na Terra. Para se compreender o texto, há a necessidade de analisar o contexto. Jesus não disse que os justos serão levados da Terra. Muito pelo contrário. Analisando os versos anteriores, chega-se à conclusão que os ímpios é que serão levados:

“Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24:38-39.

Jesus afirmou que, como foi nos dias de Noé, será também na Sua vinda. Nos dias de Noé, quem foi levado ou destruído pelas águas do dilúvio? O justo ou o ímpio? É evidente que o ímpio foi levado pelas águas do dilúvio. Assim também será quando o Messias retornar a esta Terra. Durante o Seu reinado a Terra será restaurada e o mal não prevalecerá. Vários textos bíblicos confirmam essa posição:

“…mas os ímpios serão exterminados da Terra.” Provérbios 2:22.

“Vi o ímpio cheio de prepotência, e a espalhar-se como a árvore verde na terra natal. Mas eu passei, ele já não era; procurei-o, mas não pode ser encontrado.” Salmos 37:35-36.

Diante dessa realidade, muitos têm dificuldade de visualizar como será então o futuro do nosso planeta.

Somente as Escrituras Sagradas dão-nos uma descrição completa desse novo tempo na história da humanidade.

 

Os planos de DEUS para a terra

O Futuro Reino do Messias (Parte II)

  1. a) Como era o planeta Terra no início da criação?Deus criou a Terra perfeita. Seus planos revelavam um projeto e um planeta maravilhoso, onde reinasse a justiça. Nele habitariam homens santos, os quais Jesus nomeou como “os filhos do reino” Mateus 13:38. O escritor de Gênesis disse-nos que tudo que Deus ia criando dia a dia era bom e finalmente, no sexto dia, com a conclusão da criação, afirmou:

    “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom…” Gênesis 1:31.

    b) Mudaria Deus Seus planos depois da entrada do pecado?

    Com a entrada do pecado no mundo, a Terra aos poucos foi se degenerando, passando do estado edênico e paradisíaco a uma situação que tende a piorar cada vez mais. Vejamos como o profeta Isaías viu a Terra posteriormente:

    “Na verdade a terra está contaminada por causa de seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” Isaías 24:5-6.

    Estaria havendo coerência da parte do Senhor, depois de construir um maravilhoso planeta como a Terra, de povoá-lo com homens e com animais e de planejar um Reino para o Seu louvor e então vir para destruir tudo? Alguém, no entanto, tinha e tem tal interesse, o diabo:

    “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” João 8:44.

    “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a DESTRUIR; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10:10.

    O objetivo da vinda do Messias não é para destruir o planeta Terra, mas para restabelecer o Reino de Deus. Virá para destruir aqueles que destroem a Terra:

    “E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Apocalipse 11:18.

    O plano de Deus não é acabar com a obra de Sua criação. Satanás certamente presumiu que, enchendo a Terra de pecado, faria com que se ascendesse a ira divina e o Senhor acabaria por dar fim a tudo o que planejara e fizera.

    Na verdade, a expansão do pecado e da violência provocou a ira do Senhor, todavia, na primeira e grande catástrofe, o dilúvio, Deus sabiamente preservou Sua obra da criação, por meio da arca. Ali estavam protegidos e preservados homens e animais, garantindo sua continuidade no planeta Terra. O verdadeiro objetivo de Deus sempre foi e será de preservar e não destruir:

    “A Tua justiça, é como as grandes montanhas; os Teus juízos como um grande abismo. Senhor, Tu conservas os homens e os animais.” Salmos 36:6.

    c) O que estabelecia o pacto firmado pelo Eterno com Noé?

    Vendo que o planeta Terra não foi totalmente destruído pelas águas do dilúvio, Satanás sentiu-se frustrado. Ele saiu perdedor. Deus deu provas que ama a Sua criação. Ele não extinguiu as espécies tanto a humana e como a animal, mas deu início a uma nova era. Satanás, no entanto, ainda permaneceu na Terra e novamente o pecado ganhou espaço. Sabendo disto, Deus teve que estabelecer um pacto com Noé e com todo o ser vivente: – não mais ferir a todo o mortal como havia feito:

    “E o Senhor cheirou o cheiro suave e disse em Seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente como fiz.” Gênesis 8:21.

    Ora, se fosse plano de Deus naquela época ou no futuro, destruir toda a obra que criara, Deus o teria feito. Mas pelo teor do pacto, o qual assegura a continuidade da criação na Terra por tempo indefinido, vemos que Deus não pretende pôr um fim ao que criou.

    A ordem dada no Éden era de frutificar, multiplicar e povoar abundantemente a Terra:

    “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre todo animal que se move sobre a face da terra.” Gênesis 1:28

    A mesma ordem foi dada após o dilúvio:

    “Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.” Gênesis 9:7.

    Isto confirma o verdadeiro propósito de Deus de que a Terra nunca estivesse vazia, mas que sempre fosse habitada:

    “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que criou a terra e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro.” Isaias 45:18.

    O plano de Deus era ter um planeta habitado e administrado somente por homens que O servissem. É muito interessante e até muito curioso o fato que Deus tem estabelecido um pacto até com os animais:

    “E eis que Eu estabeleço o Meu concerto convosco e com vossa semente depois de vós. E com toda a alma vivente que convosco está, de aves, de reses, de todo o animal da terra convosco… E Eu convosco estabeleço o Meu concerto, que não será mais destruída toda a carne…” Gênesis 9:9-11.

    O que vemos hoje são homens destruindo tudo, o meio ambiente e as espécies. Sabemos que eles estão sob a influência do destruidor: Satanás. É surpreendente haver religiões que pregam a destruição de todo o ser vivente, como a pregação de uma terra vazia e totalmente devastada por mil anos.

    A verdade é que os ímpios serão eliminados e Jesus, num espaço de mil anos, transformará o planeta Terra nas condições originais do princípio de sua criação.

    d) Está nos planos de Deus levar os salvos para o Céu?

    A grande maioria dos religiosos de nossos dias almeja ser transportada da Terra para o Céu. Uns pensam em passar lá alguns anos, outros acham que lá estarão por mil anos e ainda outros crêem que viverão lá eternamente. O céu é ambicionado por muitos. Não há dúvida de que uma crença tão pertinaz e generalizada como esta, deveria ter uma base bem estabelecida. Onde, no entanto, se acha tal fundamento. Estabeleceu Deus esse plano de levar os salvos para o Céu? Encontramos nas Escrituras Sagradas algum apoio a esta crença?

    Certo é que a crença em uma morada nos Céus, não se fundamenta e nem teve a sua origem na Bíblia. De onde, pois, procede a idéia de morar por algum tempo ou eternamente no Céu, já que isto não procede dos santos apóstolos e profetas? O povo de Israel nunca creu nisto. Depois da morte dos apóstolos, a história fala-nos de homens, denominados filósofos, os quais foram responsáveis pela criação ou introdução da apostasia na Igreja Cristã. Este fato foi profetizado pelo apóstolo Paulo:

    “Eu sei que depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si.” Atos 20:29 e 30.

    A influência do mundo pagão sobre o chamado “cristianismo” é responsável não só por esta doutrina (idéia de se morar no céu), mas também por muitas outras que permeiam as religiões de nossos dias, tais como: adoração ao deus triúno (trindade), a observância do domingo, imortalidade da alma, etc. Há também um outro ensinamento pagão praticado pelas igrejas apóstatas, que é a comemoração do natal em 25 de dezembro. Não há a menor dúvida que a mãe Babilônia, de Ninrode e os impérios que se seguiram, como o Egito, Babilônia, Grécia e Roma deram consideráveis contribuições para o ingresso do paganismo ao novo movimento, criado pelo imperador Constantino no quarto século.

    O protestantismo, não obstante alegar que segue as Escrituras, na verdade acaba defendendo com unhas e dentes, não a Bíblia, mas as tradições dogmáticas da Igreja dominante da época.

    Sem dúvida alguma, a sabedoria dos filósofos gregos pagãos, Sócrates e Platão, cooperaram em muito com a nova religião. No livro de La República, volume X, Platão escreveu: “A alma do homem é imortal e imperecível.”

    Agostinho, considerado um dos pais do cristianismo e um de seus principais doutores, adepto e admirador de Platão, diz que: “Todos os que morrem sem ser batizados, mesmo as criancinhas, irão para o inferno e sofrerão tormentos sem fim e que certas pessoas, dentre os que foram batizados, são escolhidos para ir para o céu.” História da Filosofia Ocidental, Vol 2, p. 69.

    Sócrates cria que após a morte, a alma do homem partia para um mundo invisível, para viver na companhia dos deuses: “Ninguém que não haja estudado filosofia, e que não esteja completamente puro na ocasião de sua partida, terá condições para entrar na companhia dos deuses, mas somente o que ama a sabedoria.” História da Filosofia Ocidental, Vol. 2, p. 165.

    e) Quem é o autor dessa doutrina?

    A aspiração de ir para o Céu não é coisa que procede do homem. Satanás está por trás de tudo isto, ansioso por ocupar o lugar do Altíssimo e que certamente foi quem despertou no homem tal arrogância.

    Babilônia antiga, a responsável pela introdução do culto pagão e pela criação do deus-sol Tamuz, não podia estar de fora. A primeira intenção de se chegar ao Céu deu-se com a construção da famosa Torre de Babel, pelos seguidores de Ninrode, em Babel, na terra de Sinear, uma região entre os rios Tigre e Eufrates, mais tarde denominada Babilônia. Eles elaboraram um projeto de edificar uma torre que tocasse os céus. Deus não aprovou tal arrogância, o que resultou em grande confusão e na multiplicidade das línguas. É equivocada a idéia de que a Torre de Babel foi construída com objetivo de buscar proteção, caso ocorresse novamente um dilúvio sobre a face da Terra. As Sagradas Escrituras não mencionam esta hipótese. O objetivo dessa construção era manter o povo unido e evitar que se espalhasse sobre a Terra. O outro objetivo, considerado o mais importante, era alcançar os céus. Confira o que está escrito:

    “E o princípio de seu reino foi Babel… na terra de Sinar. …E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” Gênesis 10:10 e 11:4.

    Assim vemos que a idéia de morar no Céu, não foi coisa planejada por Deus, nem pelo Seu povo. Satanás tem incitado os homens a buscarem um galardão jamais mencionado entre as promessas divinas. A morada nos Céus faz parte sim, das filosofias pagãs de povos idólatras e, portanto, é totalmente estranha às promessas da Bíblia. Tal qual a idolatria e seu culto ao deus-sol, a teoria de uma ida ao Céu, também tem suas raízes na Babilônia.

    f) Para quem foi criada a Terra?

    A maior ansiedade dos religiosos, ou pelo menos da grande maioria, é um dia ser trasladado ao Céu, onde Deus habita e tem Seu trono, e lá passar por um período de mil anos ou mesmo a eternidade. Seria isto possível?

    A Terra foi dada para habitação do homem. A Palavra de Deus não dá nenhum apoio a uma morada ou estágio nos Céus. Ela diz que a Terra foi dada para os homens e o homem é da Terra:

    “Sede benditos do Senhor que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor; mas a Terra deu-a Ele aos filhos dos homens.” Salmos 115:15-16.

    “Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da Terra, já não infunda terror.” Salmos 10:18.

    Em nenhum lugar da Bíblia Deus falou em dar o Céu para o homem, até porque o Céu é o Seu trono e a sede de Seu governo:

    “O Céu é o Meu trono e a Terra estrado dos Meus pés….” Atos 7:49.

    “O Senhor está no Seu santo templo: o trono do Senhor está nos Céus; os Seus olhos estão atentos, e suas pálpebras provam os filhos dos homens.” Salmos 11:4.

    Segundo as Escrituras Sagradas, a Terra é o único lugar destinado aos homens justos e eles não serão removidos dela. A Bíblia diz que os retos permanecerão na Terra:

    “Os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre.” Salmos 37:29.

    “Porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da Terra, e os aleivosos serão dela desarraigados.” Provérbios 2:21-22.

    Todos os eleitos de Deus habitarão a Terra:

    “… e os Meus eleitos herdarão a Terra e os Meus servos habitarão nela.” Isaías 65:9.

    O homem está atualmente desafiando os limites de habitação determinados por Deus. O homem foi criado para lavrar e guardar a Terra. Não foi criado para viajar pelo universo:

    “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da Terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.” Atos 17:27.

    Em nenhum momento os apóstolos e demais israelitas manifestaram crença em um reino ou morada no Céu com o Messias. A idéia deles era de um reino aqui na Terra:

    a) Zacarias, pai de João Batista, expôs o seguinte sobre as atividades do Messias:

    “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o Seu povo, e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, Seu servo; assim como desde os tempos antigos tem anunciado pela boca dos Seus santos profetas; para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com nossos pais, e lembrar-se do Seu santo pacto e do juramento que fez a Abraão, nosso pai, de conceder-nos que, libertados da mão dos nossos inimigos, O servíssemos sem temor, em santidade e justiça perante Ele, todos os dias da nossa vida.” Lucas 1: 68-75.

    b) Os dois discípulos a caminho de Emaús, após a morte de Cristo, expressaram o seguinte:

    “Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de remir Israel; e além de tudo isso, é já o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.” Lucas 24:21.

    c) Na casa de Zaqueu, o publicano, os convidados imaginaram que o reino de Deus deveria estabelecer-se imediatamente na pessoa de Cristo. Para dirimir as suas dúvidas Jesus contou-lhes uma parábola:

    “ Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra longínqua, a fim de tomar posse de um reino e depois voltar.” Lucas 19:11 e 12.

    c) Após a multiplicação dos pães e peixes, alguns dos que estavam presentes quiseram levá-Lo à força para coroá-Lo rei:

    “Vendo, pois, aqueles homens o sinal que Jesus operara, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que havia de vir ao mundo Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-Lo à força para O fazerem rei,. tornou a retirar-Se para o monte, Ele sozinho.” João 6:14-15.

    d) Momentos antes da ascensão de Jesus, as pessoas ali reunidas pensaram que era chegado o momento da restauração do reino a Israel:

    “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-Lhe, dizendo: Senhor, é neste tempo que restauras o reino a Israel?” Atos 1: 6.

    g) Prometeu Jesus que os salvos irão para o Céu?

    O Senhor Jesus nunca prometeu levar o homem para o Céu. Os textos acima provam isto. No entanto, o que Jesus deixou claro é que para lá ninguém pode ir.

    Para os judeus incrédulos, Jesus disse o seguinte:

    “Disse-lhes pois Jesus: Ainda por um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para Aquele que Me enviou. Vós Me buscareis, e não Me achareis; e onde Eu estou vós não podeis vir. Disseram pois os judeus uns para os outros: Para onde irá este que O não acharemos? Irá porventura para os dispersos entre os gregos? Que palavra é esta que disse: buscar-Me-eis, e não Me achareis; e: Aonde Eu estou vós não podeis ir?” João 7:33-36.

    Não obstante Jesus estivesse dirigindo-se a um grupo de judeus que não O aceitavam como Messias, estes certamente que, como judeus que eram, tinham certo conhecimento das profecias. O estranho é que eles ficaram tentando adivinhar para onde Jesus iria. Pensaram até na possibilidade do Mestre ir para os dispersos entre os gregos. Se a idéia de uma ida ao Céu fizesse parte da fé judaica, não teria sido lógico concluírem que Jesus estava falando de ir para lá, apesar de ter sido muito claro em Sua explanação quanto a isto?

    Vejamos outro diálogo com os judeus incrédulos:

    “Disse-lhes Jesus outra vez: Eu retiro-Me, e buscar-Me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde Eu vou não podeis vós ir. E diziam pois os judeus: Porventura quererá matar-se a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou não podeis vós vir? E dizia-lhes: Vós sois debaixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo.” João 8:21-23.

    Jesus agora lhes dá a razão porque não poderiam segui-Lo: “…vós sois debaixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo.”

    Está claro que Jesus podia voltar ao Céu, porque Ele veio de lá. Quem é da Terra é debaixo e para o Céu não vai.

    Finalmente Jesus dirige-Se aos Seus próprios discípulos, dizendo, na verdade, a mesma coisa, ou seja, que não poderiam acompanhá-Lo para o Céu:

    “Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós Me buscareis e como tinha dito aos judeus: para onde Eu vou não podeis vós ir; Eu vo-lo digo também agora.” João 13:33.

    Podemos notar nitidamente que Jesus não prometeu o Céu para ninguém; nem aos crentes, nem aos incrédulos. Todavia, alguém certamente dirá: Jesus falou que não poderiam segui-Lo “naquela época” ou naquele momento, mas que depois O seguiriam! Tomam como base o seguinte texto bíblico:

    “Disse-lhe Simão Pedro: Senhor para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde Eu vou não podes agora seguir-Me, mas depois Me seguirás.” João 13:36.

    O referido texto precisa ser entendido de modo correto. Jesus tinha Se reunido com os apóstolos para a Ceia e eram as últimas instruções, antes de ser entregue nas mãos dos homens para ser sacrificado.

    Os discípulos estavam acostumados a seguir o Mestre, onde quer que Ele fosse. De repente o Mestre começa a falar numa separação e isto trouxe muita tristeza e perturbação entre eles. Eles não podiam admitir a idéia de ficarem separados do Senhor. Tanto que, enquanto o Mestre prosseguia falando sobre o amor, Pedro O interpela, e, voltando ao assunto anterior, da separação, pergunta: “Senhor, para onde vais?” Esta pergunta é muito significativa. Nem Pedro e os demais discípulos sabiam sequer para onde Jesus ia. Como poderiam então ter uma crença de uma morada no Céu?

    Jesus repete-lhe que tinha que deixá-los, mas que futuramente estes poderiam novamente segui-Lo. Jesus não lhes disse que depois O seguiriam para o Céu, mas simplesmente que O seguiriam. Pedro não se conformou, não porque cresse e estivesse ansioso para subir ao Céu, mas porque não aceitava a idéia da separação. Ele estava disposto a ir até a morte, se fosse necessário, desde que não se apartasse do Mestre:

    Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-Te agora? Por Ti darei a minha vida. Respondendo-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por Mim? Em verdade, em verdade te digo, não cantará o galo enquanto Me tiveres negado três vezes.” João 13:37-38.

    Todos sabem que nem isto Pedro podia fazer. A idéia de uma separação causava lhes uma tristeza inconsolável. Jesus prossegue dizendo-lhes:

    “Não se turbe o vosso coração …” João 14:1.

    Ele busca confortá-los falando das moradas celestiais e de que era mister que Ele fosse, afim de cumprir o restante de Sua obra. A seguir o Mestre dá-lhes uma viva e gloriosa esperança:

    “…virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” João 14:3.

    A promessa não consistia em levá-los para o Céu. A Bíblia não fala de uma terceira volta de Cristo, mas do estabelecimento de Seu reino na Terra. Assim, ao Ele dizer: “e vos levarei para Mim mesmo”, tem o sentido de que Ele voltaria e novamente estaria com eles.

    h) Mas… e as moradas celestiais?

    “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, credes também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” João 14:1-3.

    As Escrituras Sagradas ensinam que as moradas para os salvos estão no Céu. Isto é verdade. Ninguém, no entanto, irá para lá. Com respeito a estas moradas, o livro das revelações de Jesus Cristo (Apocalipse), dá valiosos detalhes. As moradas fazem parte da cidade santa, a Nova Jerusalém, também denominada como “tabernáculo de Deus”. João relata-nos que, depois de passar o Milênio e a Terra estiver totalmente purificada, tendo sido destruído o último inimigo, a morte, esta cidade descerá do Céu.

    Será que esta cidade estará cheia de crentes ao descer? Segundo a teoria de que os salvos estariam morando no Céu, na presença de Deus, dá a entender que a Nova Jerusalém estará repleta de santos. E quando ela descer do Céu após o milênio, seria lógico também imaginar que todos os salvos estarão dentro dela. Porém, a verdade é que ela virá sem homem algum nela, pois a Palavra de Deus diz que somente depois, Deus estará entre os homens. Depois que a Nova Jerusalém descer é que Deus habitará com os homens. Os salvos estarão aqui na Terra, junto com o Messias, durante o reinado milenar. Os salvos reinarão com Cristo sobre a Terra (Apoc. 5:10). Assim, não estarão no Céu na presença de Deus. A comprovação está nos seguintes textos:

    “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe.” E prossegue falando da cidade santa: “E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:1-4.

    Os verbos “habitar” e “estar” estão no futuro. Isso indica claramente que Deus estará entre os homens somente depois do milênio, quando a Santa Cidade descer do Céu.

    Notem que esta cidade vem para cá. Lembrem sempre que o Céu é o trono de Deus. Dizer que o Reino é dos céus, está correto e é diferente de Reino nos céus. A nova Jerusalém só vai abrir suas portas para ser habitada pelos homens, depois do Milênio, quando ela vier para a Terra e quando Jesus entregar o planeta totalmente purificado ao Pai:

    “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino de Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de Seus pés. Ora. O último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de Seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas Lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas Lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho Se sujeitará Aquele que todas as coisas Lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” I Coríntios 15:24-28.

    Apocalipse 20 nos fala do reinado milenar, da última tentativa de satanás em aliciar o povo que viveu e se formou aqui durante o Milênio, do lançamento de satanás e suas hostes no lago de fogo, da segunda ressurreição e do juízo final; fala também da destruição destes ímpios e finalmente da própria morte no lago de fogo. Uma vez que todos os inimigos forem destruídos no lago de fogo (não há um sofrimento perpétuo; o fogo é eterno porque queima até consumir tudo e é de conseqüências eternas), então não há mais razão para a existência da morte e por isso este instrumento também será extinto. Feito isto, a Terra estará totalmente nova e pronta para receber a Nova Jerusalém.

 

A Grande batalha do Armagedom

O Futuro Reino do Messias (Parte III)

  1. a) Que inimigos terão que ser erradicados na segunda vinda de Jesus?O Senhor Jesus acha-Se hoje assentado à destra do Pai, aguardando o momento de vir ao planeta Terra para completar a restauração ou regeneração de todas as coisas:

    “Ao que lhes disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que Me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.” Mateus 19:28.

    Virá para instaurar o reinado milenar de transição da Terra ao estado edênico, quando deverá vencer a todos os inimigos, dos quais o último é a morte:

    “Pois é necessário que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.” I Coríntios 15:25-26.

    O Messias tem um encontro marcado com as nações e os reis da Terra. Será o momento do acerto de contas com os que têm destruído o Seu Reino. O próprio Mestre disse-nos que o planeta Terra é o Seu Reino:

    “Mandará o Filho do homem os Seus anjos, e eles colherão do Seu Reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.” Mateus 13:41.

    Na vinda do Messias os reinos do mundo serão derrotados e esmiuçados. Os costumes e práticas pagãs dessas nações juntamente desaparecerão:

    “A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze; as pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles. A pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.” Daniel 2:32-35.

    É muito importante compreender o real significado do texto de Daniel citado acima. Na vinda do Messias todas as culturas pagãs da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma desaparecerão igualmente. Essas culturas estão muito presentes hoje no cristianismo, porque elas foram absorvidas pela “besta”, citada pelo profeta João no seu livro escrito na ilha de Patmos:

    “Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.” Apocalipse 13:1-2.

    É muito curioso o fato de a besta ter sete cabeças. Por que sete cabeças? Porque a somatória das cabeças dos quatro reinos a serem destruídos pelo Messias são sete:

    – O leão representava a Babilônia. Tinha 1 (uma) cabeça.
    – O urso representava a Medo-Pérsia. Tinha 1 (uma) cabeça.
    – O leopardo representava a Grécia. Tinha 4 (quatro) cabeças.
    – O animal terrível e espantoso representava Roma. Tinha 1 (uma) cabeça.
    Total: 7 (sete) cabeças.

    De acordo com o texto citado de Apocalipse 13:1-2, aí estão resumidas as características dos quatro animais vistos por Daniel, o que significa que o Império Romano assimilou e reuniu em si práticas religiosas pagãs de seus antecessores.

    Outro fato curioso é o dragão de Apocalipse 12:3: “Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.”

    Tanto o dragão de Apocalipse 12:3 como também a besta de Apocalipse 13:1-2 têm sete cabeças e dez chifres, o que significa tratar-se do mesmo poder perseguidor. Esse poder político e religioso teve a permissão de fazer guerra aos santos, estabelecendo uma implacável perseguição contra todos os que se opusessem ou discordassem de seus princípios, durante o período de 1260 anos (538 a 1798 AD). Tudo isso porque o dragão (Satanás) deu à besta o “seu poder, o seu trono e grande autoridade” (Apocalipse 13:2).

    Por que está se fazendo destaque à besta? Porque a besta será um dos três grandes poderes que vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo Poderoso (ver Apocalipse 16:13-14). Esse inimigo será erradicado com a vinda de Jesus:

    “Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. …e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de Sua boca e destruirá com a manifestação da Sua vinda.” II Tessalonicenses 2:3-8.

    Um outro grande fato ocorrerá na vinda do Messias. Os poderes espirituais das trevas serão aprisionados e tirados de circulação, para não perturbarem o governo do Messias sobre o restante das nações:

    “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.” Apocalipse 20:1-3.

    b) Chegada a hora, como reagirão as nações e que lhes sucederá ao terem que entregar o poder ao grande Rei?

    Os governantes deste planeta têm recebido autoridade para governar os povos. Ver Daniel 2:21 e Romanos 13:1.

    No entanto, eles têm falhado em suas tarefas. Antes da segunda vinda do Messias eles farão aliança com a besta, o falso profeta e com o dragão, a fim de reunir os exércitos de todo o mundo para pelejarem contra Jerusalém terrestre. Esta batalha do dia do Deus Todo-Poderoso é conhecida como a “Guerra do Armagedom”.

    “E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.” Apocalipse 16:13-14 e 16.

    A fúria das nações contra Jerusalém demonstra que passarão o reino ao Messias somente diante de uma derrota final:

    “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos. …Iraram-se, na verdade, as nações, então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos Teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o Teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a Terra.” Apocalipse 11:15 e 18.

    Depois que o dragão, a besta e o falso profeta conseguirem convencer os reis de todo o mundo para a batalha contra Israel, Deus trará esses povos como que puxado por anzóis para que se congreguem no Vale de Josafá:

    “Porquanto, eis que naqueles dias e naqueles tempos, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao Vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do Meu povo, e da Minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a Minha terra.” Joel 3:1-2.

    Armagedom ou Monte Megido significa “lugar de tropas”. Junto a este local, no Vale de Jezreel, também conhecido como Planície de Esdrelom, congregar-se-ão os exércitos das nações, para dali descerem ao Vale de Josafá, atualmente conhecido como Vale do Cedron, situado entre Jerusalém e o Monte das Oliveiras.

    Megido é um pequeno povoado, situado a aproximadamente 88 quilômetros à noroeste de Jerusalém e a alguns quilômetros ao sudoeste de Haifa, importante centro portuário e industrial, o que o faz um lugar ideal para o desembarque de tropas.

    A planície do Megido é um Vale de forma ovalizada, também conhecido como Esdrelom, e atualmente como Vale de Jezreel. É uma vasta região plana, ideal para o acampamento de tropas e armamentos militares. A concentração de tropas nesta região será um dos mais importantes sinais da proximidade da vinda de Jesus. Biblicamente, a destruição provocada pelo Armagedom, ou a guerra do Senhor Deus todo Poderoso, como sendo um juízo sobre os reis e nações, se estenderá por toda a Terra:

    “…porque o Meu juízo é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles derramar a Minha indignação, e todo o ardor de Minha ira; porque essa terra será consumida pelo fogo do Meu zelo.” Sofonias 3:8.

    “Eis que vem um dia do Senhor, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Pois eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será exterminado da cidade. Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha. …E naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém.” Zacarias 14:1-3 e 12:9.

    c) Por que esse ódio contra Jerusalém?
    A cidade santa sempre foi marcada por guerras e pelo ódio de seus inimigos. Quando o povo judeu findava seu cativeiro em Babilônia e obteve a ordem para reconstruir a cidade, algumas opiniões negativas visando paralisar a obra foram comunicadas ao rei:
    “Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos. …Agora, saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas; e assim se danificará a fazenda dos reis. Agora, pois, como somos assalariados do paço, e não nos convém ver a desonra do rei, por isso mandamos dar aviso ao rei, para que se busque no livro das crônicas de teus pais, e, então, acharás no livro das crônicas e saberás que aquela foi uma cidade rebelde e danosa aos reis e províncias e que nela houve rebelião em tempos antigos; pelo que foi aquela cidade destruída. Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar e os seus muros se restaurarem, desta maneira não terás porção desta banda do rio.” Esdras 4:12-16

    A princípio tais argumentos convenceram ao rei, que se expressou:

    “Agora, pois, dai ordem para que aqueles homens parem, a fim de que não se edifique aquela cidade, até que se dê uma ordem por mim.” Esdras 4:21

    Finalmente, para seguir a obra, foi necessário solicitar ao rei Dario que consultasse os arquivos de seu antecessor Ciro:

    “No ano primeiro do rei Ciro, o rei Ciro deu esta ordem: Com respeito à Casa de Deus em Jerusalém, essa casa se edificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios…” Esdras 5:3

    Além disso, há muitas razões para tanto ódio contra ela.

    Ela era considerada a Cidade do grande Rei – Jesus, o Messias:

    “Eu, porém, vos digo que, de maneira nenhuma, jureis pelo céu, porque é o trono de Deus, nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei.” Mateus 5:34,35

    “Formoso de sítio e alegria de toda a terra é o Monte Sião sobre os lados do Norte, a cidade do Grande Rei.” Salmos 48:2

    Foi escolhida por Deus para ali habitar o Seu nome:

    “… e por amor de Jerusalém, a cidade que elegi de todas as tribos de Israel… em Jerusalém, a cidade que elegi para pôr ali o Meu nome.” I Reis 11:32,36

    Habitará em paz e será a capital do reino milenar na Terra:

    “E habitarão nela, e não haverá mais anátema, porque Jerusalém habitará segura.” Zacarias 14:11

    É bom lembrar que o capítulo 14 de Zacarias refere-se ao período milenar, sob o reinado do Messias.

    Por ser uma cidade disputada por três religiões:

    “O mundo islâmico (seguidores do Alcorão e do Profeta Maomé, morto no ano de 632 AD), composto das nações árabes e do povo palestino, tem Jerusalém como cidade sagrada, por acreditarem que Maomé teria ascendido aos céus do monte do Templo, para alcançar o divino trono e receber a revelação final. Maomé certa noite teria sido transportado por um cavalo alado da Caaba (santuário em forma de cubo, situado em Meca) para Jerusalém, onde o aguardava uma multidão de profetas predecessores e em seguida, para os céus.   Este vôo transferia a santidade de Meca para Jerusalém. Pela ordem, Jerusalém é a terceira em santidade, sendo superada por Medina e Meca, estas últimas situadas na Arábia Saudita. (Jerusalém, uma cidade de três religiões, Karem Armstrong, pág. 263)

    O Vaticano advoga a idéia de tirar dos judeus o controle da cidade, e, no passado, demonstrou ter interesse em dominar os lugares santos, ao estabelecer as históricas cruzadas.

    Os judeus, sem dúvidas, são os que possuem direitos legítimos sobre a terra santa. Eles comprovam sua antiguidade na posse da terra e seus reais vínculos com Abraão, a quem Deus entregou Canaã.

    Atualmente os palestinos tentam convencer o mundo a lhes dar apoio na luta pela posse de Jerusalém e a hostilizar o povo de Israel. De certa forma estão logrando êxito, uma vez que as nações desconhecem a Bíblia e o verdadeiro Deus.

    Não parece estranho uma cidade ser tão disputada assim?

    d) O que representa essa guerra?

    A Bíblia fala de um ajuntamento das nações contra Jerusalém, também conhecido como a batalha do Armagedom:

    “Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os agregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo Poderoso. …E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom.” Apocalipse 16:14,16

    Do ponto de vista divino, esta guerra representa um acerto de contas com as nações e seus governantes. É o juízo de Deus sobre as nações, decretando o fim dos atuais reinos e o início do reino milenar messiânico, que conduzirá o planeta ao estado original e paradisíaco do Éden.

    Para os homens, objetivará a retomada da cidade de Jerusalém das mãos dos judeus e acabará por assumir proporções catastróficas, atingindo o mundo inteiro. Como hoje a ONU representa as nações da Terra, tudo nos leva a crer que uma decisão dessas, partirá desta organização, quando os Estados Unidos perderem a força no restabelecimento do processo de paz.

    As nações deverão concluir que, a única forma de trazer a paz no Oriente Médio será esta. Assim, o propósito em tirar de Israel a cidade santa, envolve uma série de interesses, sendo um deles o religioso.

    Jerusalém tem sido uma pedra pesada e um copo de tremor para todos os povos:

    “Eis que porei Jerusalém como um copo de tremor para todos os povos em redor e também para Judá, quando do cerco contra Jerusalém. E acontecerá, naquele dia, que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem com ela certamente serão despedaçados, e ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra.” Zacarias 12:2,3.

    e) Seria o Armagedom uma terceira guerra mundial?

    Os efeitos deste conflito alcançarão a todo o planeta, pois é o grande dia da ira de Deus e do acerto de contas com reis e nações. A descrição revela a última guerra mundial e quando o potencial atômico mundial será detonado (Joel 2:1-5; Zacarias 14:12).

    Desta grande batalha contra o povo de Israel e a triunfante vitória de Jesus, um resto sobreviverá destas nações:

    “Assim diz o Senhor: No dia em que Eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então farei com que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares devastados. E a terra que estava assolada será lavrada, em lugar de ser uma desolação aos olhos de todos os que passavam. E dirão: Esta terra que estava assolada tem-se tornado como Jardim do Éden; e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas, estão fortalecidas e habitadas. Então as nações que ficarem de resto em redor de vós saberão que Eu, o Senhor, tenho reedificado as cidades destruídas, e plantado o que estava devastado. Eu, o Senhor, o disse, e o farei.” Ezequiel 36:33-36.

    f) Seria essa guerra um sinal que indicará a segunda vinda de Jesus?

    Com certeza essa guerra servirá de sinal para os que estiverem atentos aos últimos acontecimentos. Diferentemente de todos os outros conflitos, este conflito tem tempo definido: o retorno de Jesus.

    A sexta praga, que descreve a última grande batalha do Armagedom, apresenta uma particularidade muito curiosa:

    “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.” Apocalipse 16:15.

    O Senhor Jesus ao falar sobre a Sua segunda vinda, fez questão de exortar a todos os Seus seguidores para que vigiassem:

    “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.” Mateus 24:42-44.

    O apóstolo Paulo também faz referência à batalha final, ao dizer que haverá movimentos proclamando paz e segurança, mas logo sobrevirá a grande destruição:

    “Porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! Então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; …não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios.” I Tessalonicenses 5:2-6.

    O apóstolo Pedro associa a batalha final do Armagedom com a vinda do Messias:

    “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há serão descobertas.” II Pedro 3:10.

    Muitos sinceros cristãos ignoram completamente o fato de que haverá uma terceira guerra mundial. Acreditam que essa guerra final será uma luta exclusivamente espiritual entre o bem e o mal a ser travada nos corações. Poucos estão ligados aos fatos que se desenrolam no Oriente Médio. Todavia é lá que se cumprirá a última profecia: Jerusalém sendo atacada pelos exércitos das nações na temível guerra do Armagedom.

    Enquanto os países do mundo estão se arregimentando com as mais poderosas e sofisticadas instrumentalidades bélicas para a maior de todas as guerras para tomar Jerusalém das mãos de Israel, muitos sinceros cristãos acham-se infelizmente adormecidos. Não percebem que esta escalada armamentista é cumprimento profético e um sinal da breve vinda do Messias.

    O povo de Deus, no entanto, aguarda com ansiedade o grande Rei, o Messias, que vai ocupar o trono de Davi. O Senhor Jesus não virá antes desta batalha definitiva. A igreja de Deus não será pega de surpresa, porque está atenta às palavras dos profetas:

    “E temos mui firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro…” II Pedro 1:19.

 

O estabelecimento do trono do Messias

O Futuro Reino do Messias (Parte IV)

  1. a) Algumas religiões preconizam para os salvos, um futuro utópico nos Céus por mil anos ou por toda a eternidade e uma destruição de todo o ser vivente deste planeta. Seria isto verdade?Contrariamente ao ensino da Palavra de Deus, muitos sinceros cristãos crêem que em Sua segunda vinda, Cristo conduzirá Seus seguidores para o Céu, para os lugares de morada que Ele lhes preparou na Nova Jerusalém.

    Em que implicaria tudo isto se tais predições fossem verdadeiras? Deus em Sua Palavra apresenta as promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes. Estas promessas envolvem um território, um trono, um Rei e um Reino. Estas promessas deverão desenrolar-se na Terra e não no Céu. Queremos aqui destacar primeiramente as promessas feitas a Judá, por seu pai Jacó:

    “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” Gênesis 49:8-10.

    O cetro ou o reino, que não se arredaria de Judá, passou posteriormente pelas mãos de Davi, da descendência de Judá, com quem Deus assumiu um firme e inquebrantável pacto de assentar sobre o seu trono, Jesus, o Messias:

    “Fiz um pacto com o Meu escolhido; jurei ao Meu servo Davi. Estabelecerei para sempre a tua descendência, e firmarei o teu trono por todas as gerações.” Salmos 89:3-4.

    “Não violarei o Meu pacto, nem alterarei o que saiu dos Meus lábios; não mentirei a Davi. A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de Mim; será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar.” Salmos 89:34-37.

    “O Senhor jurou a Davi com verdade, e não se desviará dela: Do fruto das tuas entranhas porei sobre o teu trono.” Salmos 132:11.

    “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo, e, sendo rei, reinará e procederá sabiamente, executando o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este é o nome de que será chamado: O Senhor Justiça Nossa. Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais dirão: Vive o Senhor, que tirou os filhos de Israel da terra do Egito; mas: Vive o Senhor, que tirou e que trouxe a linhagem da casa de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e eles habitarão na sua terra.” Jeremias 23:5-8.

    A profecia apontava para Jesus. Ele também era procedente da tribo de Judá:

    “E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, e José de Elí… Naassom de Aminadabe, Aminadabe de Admim, Admim de Arni, Arni de Esrom, Esrom de Farés, Farés de JUDÁ, JUDÁ de Jacó, Jacó de Isaque, Isaque de Abraão,…” Lucas 3:23-34.

    Jesus, por direito, ocupará o trono de Davi:

    “E tu profano e ímpio príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo da extrema maldade. Assim diz o Senhor Jeová: Tira o diadema e levanta a coroa; esta não será a mesma: exalta ao humilde, e humilha ao soberbo. Ao revés, ao revés, ao revés a porei, e ela não será mais até que venha Aquele a quem pertence de direito, e a Ele a darei.” Ezequiel 21:25-27.

    “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que cumprirei a palavra boa que falei à casa de Israel e à casa de Judá. Naqueles dias e naquele tempo farei que brote a Davi um Renovo de justiça, e ele fará juízo e justiça na Terra.” Jeremias 33:14-15.

    “Então brotará um rebento do toco de Jessé, das suas raízes um renovo frutificará. …Naquele dia a raiz de Jessé será posta por estandarte dos povos, à qual recorrerão as nações; gloriosas lhe serão as suas moradas.” Isaías 11:1 e 10.

    “E eis que em teu ventre conceberás e darás a luz a um filho e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai. E reinará eternamente na casa de Jacó, e seu reino não terá fim.” Lucas 1:31-33.

    Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo pois ele profeta e sabendo que Deus lho havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria a Cristo, para O assentar sobre o seu trono.” Atos 2:29-30.

    O profeta João faz referência a Cristo, como o Leão da tribo de Judá:

    “E disse-me um dentre os anciãos: não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os seus sete selos.” Apocalipse 5:5.

    O trono de Davi será ocupado pelo Messias aqui na Terra e não no Céu, isto porque, Davi não subiu aos céus: “Porque Davi não subiu aos céus…” Atos 2:34.

    Desde o cativeiro babilônico (606 AC), o trono está vago, à espera do legítimo e definitivo Rei.

    A Bíblia diz que o Messias não tem Seu trono no céu, mas está assentado no trono de Seu Pai:

    “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no Meu trono; assim como Eu venci, e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.” Apocalipse 3:21.

    b) Quando e aonde o Messias irá Se assentar em Seu próprio trono?

    “E quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória.” Mateus 25:31.

    “E naquele dia estarão os Seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte e a outra metade dele para o sul. …E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor e um será o Seu nome.” Zacarias 14:4 e 9.

    O que dizem estas passagens bíblicas? Não precisamos ser teólogos para compreender o significado delas. A conclusão é simples:

    O Senhor Jesus vai conceder ao vencedor que se assente no Seu trono. Todos sabem que os vencedores farão parte do Reino do Messias somente depois da Sua segunda vinda. Portanto, desde Sua ascensão até hoje, Jesus está assentado no trono de Seu Pai (Deus). Jesus não tem Seu trono no Céu.

    O Messias Se assentará em Seu trono quando vier a esta Terra, acompanhado pelos anjos. A partir de então Se assentará no trono de Davi como Rei.

    O profeta Zacarias diz que Jesus será Rei sobre toda a Terra, pois os Seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras. Ora, o monte das Oliveiras localiza-se na Terra. Por esta razão, o Seu reinado não será no Céu como muitos ensinam. Cristo será Rei durante o período provisório de mil anos. Após o milênio, entregará o reino ao Seu Pai: “Então virá o fim quando Ele entregar o reino a Deus, o Pai, quando houver destruído todo domínio e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.” I Cor. 15:24-26. É evidente que os inimigos e a morte serão definitivamente destruídos após o milênio. Portanto, as passagens do profeta Zacarias (Zacarias 14:4 e 9), confirmam que o reinado de Cristo se desenrolará na Terra e não no Céu.

    Com relação ao reinado do Messias na Terra, o profeta Ezequiel escreveu o seguinte:

    “E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos. E Meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor; e andarão nos Meus juízos, e guardarão os Meus estatutos e os observarão.” Ezequiel 37:22,24.

    : As duas nações a serem unidas durante o reinado do Messias são: Judá e Israel. Também convém esclarecer que o servo Davi aqui mencionado refere-se a JESUS.

    Jesus ascendeu aos céus para receber o Reino de Seu Pai (o Ancião de dias):

    “Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho do homem; e dirigiu-Se ao Ancião de dias, e foi apresentado diante dEle. E foi-Lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas O servissem; o Seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o Seu reino tal, que não será destruído.” Daniel 7:13-14.

    Certa ocasião o Senhor Jesus deixou muito claro esta questão ao proferir uma parábola:

    “…Certo homem nobre partiu para uma terra longínqua, a fim de tomar posse de um reino e depois voltar. …E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do reino, …” Lucas 19:12 e 15.

    O Filho de Deus (Jesus) receberá de Seu Pai (Deus) um reino pouco antes de Sua segunda vinda a esta Terra. Este reino será eterno, governado inicialmente por Jesus durante mil anos e depois eternamente por Deus. Jesus será empossado nesse reino quando tocar a sétima trombeta, isto é, momentos antes de Sua volta a esta Terra:

    “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 11:15.

    Portanto, quando o Senhor Jesus voltar, Ele não voltará para o Céu após o encontro com o Seu povo. Ele ocupará o Seu próprio trono aqui na Terra. Lembre-se: O trono que Ele ocupa atualmente é o do Pai.

    O profeta Daniel relata que o rei de Babilônia, Nabucodonozor, viu em seu sonho uma estátua sendo atingida nos seus pés por uma pedra. Essa pedra simboliza a segunda vinda de Jesus e o estabelecimento de Seu reino. É interessante notar que a pedra não retornou para o céu, mas fez-se um grande monte (Reino) e encheu toda a terra. Assim o Reino do Messias durante o milênio, será estabelecido e se desenrolará aqui mesmo:

    “Estava vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua, se fez um grande monte, e encheu toda a terra. …Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disto; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.” Daniel 2:34-35 e 44-45.

    O profeta Isaías também confirma que o reino do Messias será na Terra:

    “Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Naquele dia a raiz de Jessé será posta por estandarte dos povos, à qual recorrerão as nações; gloriosas lhe serão as suas moradas.” Isaías 11:9-10.

    O Reino que os santos possuirão na vinda de Jesus, e no qual serão feitos reis e sacerdotes, é na Terra, debaixo do Céu:

    “Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho do homem; e dirigiu-se ao Ancião de dias, e foi apresentado diante dEle. E foi-Lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas O servissem; o Seu domínio é um domínio eterno, que não passará e o Seu reino tal, que não será destruído. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre… E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão.” Daniel 7:13-14, 18 e 27.

    Sobre o mesmo assunto o apóstolo João escreveu:

    “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.” Apocalipse 5:10.

    “Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo; e reinarão com Ele durante os mil anos.” Apocalipse 20:6.

    Não haverá traslado do povo de Deus para o Céu, pois aqui é o Reino de Jesus. O Reino virá até nós. Foi isto que Jesus nos ensinou na oração do Pai nosso:

    “Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino…” Mateus 6:9-10.

    Este reino será tomado dos homens e entregue à Cristo na Sua vinda. A pedra, ao ferir a estátua, esmiuçará os reinos atuais e estabelecer-se-á na Terra. É o quinto e derradeiro reino, depois dos quatro vistos por Daniel. Após a batalha do Armagedom, os reinos deste mundo serão entregues ao Messias. O profeta João diz o seguinte sobre este assunto:

    “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve nos céus grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre.” Apocalipse 11:15.

    c) Até quando reinará o Messias na Terra?

    O que estamos apresentando confere perfeitamente com as palavras proféticas do apóstolo Paulo, quando fala da obra de Cristo na restauração plena do planeta, na destruição de todos os inimigos e finalmente na entrega do Reino (planeta Terra totalmente renovado) ao Pai, que o receberá gloriosamente, quando da descida da cidade santa, a nova Jerusalém:

    “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas quando diz que todas as coisas Lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que Lhe sujeitou todas as coisas. E quando todas as coisas Lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará Àquele que todas as coisas Lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” I Cor. 15:24-28.

    Satanás será preso, amarrado, lançado no abismo e colocado um selo sobre ele por um período de mil anos, para que não mais engane as nações. A Terra não ficará desolada e vazia como ensinam muitos sinceros cristãos.

    d) O que acontecerá no fim dos mil anos com aquelas nações que não foram provadas por Satanás?

    No livro do Apocalipse, capítulo 20, fala-nos da última tentativa de Satanás, após ser solto da prisão, em aliciar as nações que sobreviveram ao holocausto do Armagedom e viveram e se formaram aqui na Terra durante o milênio.

    Por estar Satanás preso durante o milênio, estas nações não foram provadas pelo inimigo. Estas também teriam que ser submetidas ao teste final. Satanás buscará retomar o domínio assim que for solto da prisão. Sairá proclamando um ataque a Jerusalém terrena, cidade do grande Rei (Jesus). A Jerusalém que será sitiada por Satanás e os que ele conseguir enganar de entre as nações que se formaram durante o milênio, não é a Jerusalém Celestial, pois esta não desce enquanto a Terra não estiver totalmente renovada:

    “Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto de sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu e os devorou.” Apocalipse 20:7-9.

    e) O que acontecerá com os ímpios ao serem ressuscitados após o milênio?

    Quanto aos ímpios mortos, eles serão ressuscitados após o milênio, para enfrentarem o juízo final. Muitos acreditam que os ímpios serão ressuscitados para novamente serem enganados por Satanás. Puro engano. Eles serão ressuscitados para serem condenados e lançados no lago de fogo e enxofre:

    “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem….” Apocalipse 20:5.

    “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.” Apoc. 20:11-15.

    Queremos esclarecer que estes ímpios não são os mesmos que irão cercar a Jerusalém terrena. Satanás terá pouco tempo no fim do milênio para seduzir as nações que se formaram durante os mil anos sobre a Terra, pois estas ainda não haviam sido provadas e enganadas pelo inimigo de Deus. O objetivo dele será enganar estas nações, convencendo-as a sitiar e atacar a cidade de Jerusalém terrestre, conhecida como a cidade do grande Rei (Jesus).

    “Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.” Mateus 5:34-35.

    Assim, após o milênio, Satanás será solto de sua prisão e sairá a enganar as nações que viveram e se formaram durante o milênio. Após sitiarem a Jerusalém terrena, fogo descerá dos céus e aniquilará todos aqueles que se deixarem enganar por Satanás. Cabe aqui esclarecer novamente: as pessoas que se deixarem seduzir pelo inimigo não são os ímpios ressuscitados. Os ímpios mortos já conheceram o mundo de pecado e ressuscitarão para o juízo final, a segunda morte. Não precisarão ser enganados novamente.

    Apocalipse 20 fala-nos também do lançamento de Satanás e suas hostes no lago de fogo; da segunda ressurreição, formada pelos ímpios; da destruição destes ímpios e finalmente a destruição da morte, o último inimigo, no lago de fogo.

    Feito isto, a Terra estará totalmente nova e pronta. João diz:

    “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe.” Apocalipse 21:1.

    O milênio, na realidade, é um período de transição da Terra, do estado caótico em que se encontra, à condição paradisíaca do Éden que, como na criação, se caracterizará pela abundância de paz, justiça e amor. Um processo de eliminação de todos os inimigos e de tudo o que contaminou a Terra ao longo dos séculos, se desenrolará durante todo o milênio:

    “Porque convém que reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos Seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.” I Coríntios 15:25-26.

    Durante o reinado milenar de Cristo na Terra, as nações sobreviventes serão regidas com vara de ferro, pelo próprio Cristo e pelos salvos:

    “Ao que vencer, e ao que guardar as Minhas obras até o fim, Eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerás, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos de oleiro, assim como Eu recebi autoridade de Meu Pai.” Apocalipse 2:26-27.

    É o cumprimento de uma profecia escrita pelo salmista:

    “Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; Ele me disse: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei. Pede-Me, e Eu Te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. Tu os quebrarás com uma vara de ferro; Tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.” Salmos 2:6-9.

    f) Após o milênio, o Messias entregará o reino a quem?

    No final do milênio, é o tempo de Jesus entregar ao Pai o Reino, totalmente restaurado e resgatado:

    “Então virá o fim, quando Ele entregar o reino a Deus, o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder.” I Cor. 15:24.

    A mesma seqüência é narrada pelo Senhor Jesus na parábola do joio e do trigo. Ele disse que eliminará do Seu reino todos os Seus inimigos e somente depois os salvos resplandecerão como sol no reino de Seu Pai:

    “Mandará o Filho do homem os Seus anjos e eles colherão do Seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de Seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Mateus 13:41-43.

    É interessante observar que durante o milênio o Reino será do Messias. Após o milênio o Reino será de Deus – o Pai de Jesus. Por isso, referindo-se aos fatos que ocorrerão após o milênio, Jesus disse que “então os justos resplandecerão como o sol, no reino de Seu Pai.”

    Quando todos os inimigos (Satanás e seus anjos, os ímpios e a morte) forem definitivamente destruídos, então descerá do Céu a Nova Jerusalém, o santuário de Deus:

    “E vi um novo céu e uma nova terra… E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do Céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.” Apocalipse 21:1-2.

    O noivo é Jesus e a noiva é a nova Jerusalém celestial. Quando a nova Jerusalém descer dos céus, após o milênio, o Senhor Jesus (noivo) não estará nela. A Bíblia diz que a nova cidade descerá adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. É claríssimo. Não diz que o noivo virá com ela, mas a noiva (a nova Jerusalém) virá ao encontro do noivo. Assim sendo, os salvos também não estarão na nova Jerusalém, pois eles estarão reinando com Jesus aqui no planeta Terra.

    Com relação a Apocalipse 21:1-2, muitos confundem a noiva como sendo a Igreja de Deus ou o povo de Deus. A verdade é que a noiva aqui se refere à cidade santa que descerá do Céu, a nova Jerusalém:

    “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus. … E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” Apocalipse 21:9-10 e 27.

    É bom esclarecer que Deus (o Pai) não habitará com os salvos durante o milênio. Isto ocorrerá somente quando a nova Jerusalém (o tabernáculo de Deus) descer do Céu:

    “…Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:3-4.

    Somente quando a nova cidade descer do Céu, Deus habitará com os homens e estará com eles. O verbo está no futuro (com eles habitará… estará com eles). Quem estará reinando na Terra durante o milênio é o Filho de Deus. Assim, de acordo com o profeta João, a cidade santa será apresentada ao povo de Deus somente após o milênio, quando o planeta Terra estiver totalmente purificado, livre do pecado e da morte.

    Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus, finalmente, estará entre nós. A era do pecado terá seu fim somente após o milênio e tudo estará como deveria ser, desde o princípio.

 

Os Sobreviventes

O Futuro Reino do Messias (Parte V)

  1. a) Qual é o principal objetivo do reino milenar?No primeiro milênio, a Terra decaiu de seu estado paradisíaco. No derradeiro milênio, dar-se-á a reconstrução de tudo; a volta às origens:

    “Ao que lhes disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que Me seguistes, que na regeneração, quando o filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.” Mateus 19:28.

    O reino de Cristo trará justiça e progresso à Terra, que encher-se-á do conhecimento do Senhor:

    “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei à Davi um Renovo justo; e sendo Rei, reinará e procederá sabiamente, executando o juízo e a justiça na terra.” Jeremias 23:5.

    “Então brotará um rebento do toco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, e espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. …Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Isaías 11:1-2 e 9.

    Longevidade e paz reinarão entre animais, homens e nações:

    “Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e a desmamada meterá a sua mão na cova do basilisco.” Isaías 11:6-8.

    “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. …E acontecerá que, antes de clamarem eles, Eu responderei; e estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi, e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor.” Isaías 65:20, 24 e 25.

    Na verdade, será um glorioso reinado de transição.

    b) Poderá o homem em carne e osso viver eternamente?

    Conforme temos visto, haverá sobreviventes na batalha do Armagedom. Sobreviventes não são os salvos e nem são classificados como ímpios, são como o nome diz: SOBREVIVENTES.

    Também temos visto que Deus trabalha para preservação e não para destruição de tudo o que Ele criou.

    Detentor de toda a sabedoria, Deus definiu que a raça humana e todas as demais existências não poderiam ter o mesmo fim que outrora ocorrera nos dias do dilúvio. Deus, naquela ocasião teve preocupação em preservar espécies as quais Ele mesmo deu vida. Com certeza Ele não ficou feliz quando viu outras tantas vidas se afogarem nas águas.

    “E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar. E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em Seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz.” Gênesis 8:20-21.

    Devemos deixar muito claro que este vivente que nunca mais será ferido, faz referência aos não salvos, conforme facilmente entende-se pela citação supra. Isto porque Noé e sua família estavam protegidos dentro da arca.

    Contudo, a maioria dos teólogos não aceita a idéia de que o homem em sua natureza comum, ou seja, em carne e osso, poderá viver eternamente no futuro.

    Uma declaração do próprio Deus elucida toda a dúvida sobre esta questão:

    “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.” Gênesis 3:22.

    Vemos que o Senhor Deus privou o acesso de Adão e Eva à árvore da vida para que não vivesse eternamente em condição de pecado. Então, o homem na condição de carne e osso poderá sim viver eternamente, mas SEM pecado.

    O Senhor Deus fez uma promessa, um pacto sinalizado no arco-íris, de que Ele não muda Seu parecer e dito, isto é, não destruir TODO o vivente e nem novamente gerar um dilúvio sobre o planeta Terra.

    Deus prometeu e Sua palavra não fica sem cumprimento:

    “E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa.” I Samuel 15:29.

    Portanto no futuro reino do Messias, não apenas os salvos transformados em corpos incorruptíveis e revestidos de imortalidade estarão gozando da vida, como também as criaturas que não forem destruídas pela batalha do Armagedom.

    A Terra foi formada para ser habitada:

    “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez, Ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro.” Isaías 45:18.

    Assim sendo, quando Isaías fala que Deus tem em mente uma Terra habitada, não podemos pensar unicamente nos salvos e transformados. Isso seria no mínimo egoísmo de nossa parte.

    Na destruição anterior à implantação do reino milenar de Cristo, não serão atingidos todos os homens maus, assim como não serão destruídos todos os animais. Lembrem-se da promessa feita por Deus:

    “Na verdade a Terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna. Por isso a maldição tem consumido a Terra; e os que habitam nela são desolados; por isso são queimados os moradores da Terra, e poucos homens restarão.” Isaías 24:5-6.

    Os poucos homens que restarão não são os salvos, mas serão sobreviventes que cumprirão a promessa de Deus e confirmarão o pacto de que não mais seriam destruídos todos os habitantes da Terra.

    O próximo grande juízo sobre os habitantes da Terra será um pouco diferente com o que aconteceu no dilúvio. Os santos, que serão preservados por Deus, serão transformados em condições idênticas a dos anjos. Não serão como os humanos, não procriarão mais. O Senhor Jesus fez a seguinte declaração em resposta aos saduceus:

    “Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus; pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu.” Mateus 22:29-30.

    Como Deus preservou as espécies por Ele criadas na arca durante o dilúvio, não teria nenhum sentido a destruição total dos viventes na vinda de Cristo, pois isto colocaria Deus em contradição consigo mesmo.

    c) Como será a restauração da Terra durante o milênio?

    Vemos que Deus promoverá a restauração do que se devastar na batalha do Armagedom. A terra será lavrada e plantada, as cidades serão habitadas e estes acontecimentos serão testemunhados pelas nações, aqui chamadas de SOBREVIVENTES, que ficarem ao redor. Há um texto escrito pelo profeta Joel, que descreve os últimos acontecimentos e os que entrarão no milênio:

    “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.” Joel 2:31-32.

    Estas nações irão de ano em ano à Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos:

    “E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.” Zacarias 14:16.

    É bom lembrar que a passagem bíblica acima citada está dentro do contexto do futuro reino milenar de Cristo. Jesus será Rei sobre toda a Terra (Zacarias 14:9), depois de colocar Seus pés sobre o Monte das Oliveiras, quando da Sua segunda vinda a esta Terra (Zacarias 14:4).

    A Bíblia nos diz que a Terra se encherá de conhecimento e que a paz terá espaço neste reino:

    “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Isaías 11:6-9.

    “Chegarão e anunciarão a justiça dEle; ao povo que nascer contarão o que Ele fez.” Salmos 22:31.

    Se a criança ainda mama, isto confirma a promessa de que a vida foi preservada no reino do Messias. São os descendentes dos sobreviventes, do restante das nações, que nascerão durante o Reino milenar.

    Convém lembrar também que os salvos não procriarão mais, pois serão iguais aos anjos. Se o bezerro e filho de leão comem juntos, isso confirma o pacto que fora estendido também aos animais.

    “Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a Ele todas as nações. Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os Seus caminhos, e andemos nas Suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. E Ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” Isaías 2:2-4.

    “Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor, e diante dEle adorarão todas as famílias das nações. Porque o domínio é do Senhor, e Ele reina sobre as nações.” Salmos 22:27 e 28.

    É interessante notar que no último texto acima citado, é mencionado que todas as famílias das nações virão adorar o Senhor. Uma família é constituída por pai, mãe e filhos. Em Zacarias 14:17 é usado o mesmo termo: “Se alguma das famílias da terra não subir à Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos exércitos, não cairá sobre ela a chuva.” Na condição de “humanos”, os sobreviventes continuarão formando famílias durante o milênio. Todo o contexto de Zacarias 14 fala do período do milênio.

    Durante o milênio o Senhor Jesus reinará sobre as nações e estas terão a oportunidade de se converterem ao Senhor. Quanto a Satanás, que instigava a morte, não terá espaço dentro do milênio, pois estará preso conforme nos é relatado em Apocalipse 20:1-3:

    “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem, Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.” Apocalipse 20:1-3.

    A prisão de Satanás dar-se-á porque haverá nações na Terra durante o milênio, as quais não deveriam mais ser vítimas dele. Não se prende um ladrão porque não há bancos para roubar, mas porque há.

    d) Haverá morte durante o milênio?

    Quando as nações sobreviventes adentrarem o reino milenar, é óbvio que trazem a noção do pecado e ainda no reino sabemos que a morte terá império, pois ela é o último inimigo a ser aniquilado:

    “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado.” Isaías 65:20.

    Nos nossos dias chamar um “idoso” com cem anos de menino seria algo ilógico, mas no reino de Cristo não será assim. Durante o reinado milenar de Cristo não haverá morte prematura. Uma pessoa de cem anos é considerada hoje como ‘velho’, no entanto, no futuro reinado de Cristo será considerada como um menino.

    Contudo, quem optar pelo erro morrerá. O livre arbítrio é intrínseco da natureza humana.

    e) Como serão regidas as nações sobreviventes? E no final do milênio o que acontecerá com elas?

    As nações sobreviventes serão regidas com vara de ferro pelo próprio Messias e pelos salvos:

    “Da Sua boca saia uma espada afiada, para ferir com ela as nações; Ele as regerá com vara de ferro; …” Apocalipse 19:15

    “Ao que vencer, e ao que guardar as Minhas obras até o fim, Eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá,…” Apocalipse 2:27.

    O Apocalipse nos conta que no fim do milênio, Satanás será solto de sua prisão e sairá para enganar as nações sobreviventes:

    “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.” Apocalipse 20:7-8.

    As nações sobreviventes sofrem um ataque “sutil” do inimigo. Todos os que cederem às propostas do inimigo de Deus serão destruídos. Fogo descerá do céu e consumirá os que se rebelarem.

    Os que permanecerem fiéis ao Senhor, a vida será preservada. No reino eterno, eles se valerão da árvore da vida para que vivam eternamente saudáveis:

    “No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.” Apocalipse 22:2.

    Convém explicar que os salvos na segunda vinda de Cristo serão incorruptíveis e serão revestidos de imortalidade, isto é, serão iguais aos anjos:

    “Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.” I Cor. 15:51-54.

    Os sobreviventes que adentrarem no reino eterno de Deus terão acesso à árvore da vida para manutenção da vida própria, da mesma forma como aconteceu com Adão e Eva, antes do pecado. A Bíblia nos informa que o primeiro casal também teve que se alimentar da árvore da vida para permanecer vivo, cuja prática foi proibida por Deus somente depois de o casal ter pecado:

    “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e como e viva eternamente. O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden…” Gênesis 3:22-23.

    Por fim, as nações sobreviventes andarão sob a luz da glória de Deus e do Cordeiro:

    “A cidade (Nova Jerusalém) não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão glória e a honra das nações.” Apocalipse 21:23-24.

 

Ninguém Subiu Ao Céu

O Futuro Reino do Messias (Parte VI)

O Senhor Jesus foi muito claro ao afirmar o seguinte: “Ora, ninguém subiu ao céu…” João 3:13. O homem a princípio foi criado para viver eternamente. Contudo, ao fazer a opção pelo pecado, acabou por encontrar a morte. Como somos da mesma natureza de Adão, igualmente haveremos de passar pela morte. Deus prometeu a vida eterna ao homem na condição de obediência. Disse-lhe que certamente morreria se não se mantivesse em retidão. O inimigo, ao contrário, em função da desobediência a Deus, também fez uma promessa: “…Certamente não morrerás.” Gênesis 3:4

O desrespeito, desprezo e afronta ao Supremo Criador fez confirmar a morte a qual todos havemos de passar. Por isso, todos os homens morrem.

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5:12.

“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. …Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.” I Coríntios 15:22, 51-53.

A maioria das igrejas, influenciadas pelo paganismo, contudo, ensinam que nem todos passaram pela morte. Citam como exemplo: Enoque e Elias. Argumentam inclusive que mesmo que alguns já tenham morrido, Deus os ressuscitou, presenteando-os com o galardão antecipado da vida eterna. Exemplo: Moisés e outros. O que ensina a Palavra de Deus sobre este assunto?

• Moisés e Elias foram vistos com Jesus

Falando sobre a Sua segunda vinda e com relação ao Seu futuro Reino, o Senhor Jesus fez uma promessa para alguns de Seus discípulos:

“ Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam o Filho do homem no Seu Reino.” Mateus 16:27 e 28.

Jesus disse que alguns dos que estavam com Ele não passariam pela morte até que vissem o Filho do homem em Seu futuro Reino. Seis dias depois, levou consigo os discípulos Pedro, Tiago e João a um alto monte, para cumprir a Sua promessa:

“Seis dias depois, tomou Jesus a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o Seu rosto resplandecia como o sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele.” Mateus 17:1-3.

Aqui temos simplesmente uma visão do futuro Reino de Cristo. Observem o que disse Jesus:

“E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem ressuscite dentre os mortos.” Mateus 17:9.

Neste texto, como em Apocalipse, temos muitas visões, mas seus personagens são futuros. Podemos citar como exemplo de uma visão o que está relatado em Apocalipse 21:2. Deus mostrou ao profeta João, em visão, a Nova Jerusalém que descia do Céu. Não era algo que estava acontecendo naquele momento. Mas era uma visão de um evento futuro. Sabemos que a descida da Nova Jerusalém dar-se-á após o milênio, quando o planeta Terra estiver todo restaurado e livre do pecado.

No nosso caso específico temos os participantes do reino, Moisés e Elias, que ainda não ressuscitaram.

Observem que Mateus 16:27 diz que quando Jesus vier na Sua glória, então retribuirá a cada um segundo as suas obras.

Quando Jesus disse que alguns não provariam a morte até que enxergassem o Filho do homem vindo na glória, explica a razão de terem diante deles uma visão, relatada no capítulo seguinte de Mateus. A promessa de Jesus foi cumprida no capítulo 17 de Mateus, prefigurando aí uma situação no futuro Reino. Assim, Moisés e Elias ressuscitarão com todos os demais salvos na ocasião da segunda vinda de Cristo e estarão com Ele em Seu futuro Reino.

• Moisés está morto e ainda não ressuscitou

“Assim, morreu ali Moisés, servo do Eterno, na terra de Moabe, segundo a palavra do Eterno. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; “ Deuteronômio 34:6 e 7.

Nenhuma passagem bíblica confirma a ressurreição de Moisés. Muitos citam Judas 9, mas esta passagem bíblica diz apenas que houve uma disputa entre o arcanjo Miguel e o diabo a respeito do corpo de Moisés. Esse texto não confirma que Moisés foi levado para o Céu. Nunca devemos imaginar fatos que não estejam claramente relatados. A Bíblia diz que Deus mesmo sepultou o corpo de Moisés:

“Assim, morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor, e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura.” Deuteronômio 34:5-6.

• Elias não subiu ao Céu

Segundo as Escrituras Sagradas, todos os homens devem morrer:

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,…” Hebreus 9:27.

Assim, o profeta Elias não poderia ser uma exceção à regra. Precisamos entender exatamente o que aconteceu quando houve a separação entre Elias e Eliseu:

“E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” II Reis 2:11.

Observem o seguinte:

a) Elias não subiu num carro de fogo. O objetivo do carro de fogo foi apenas para separar Elias de Eliseu. Elias foi transportado para o céu num redemoinho.

b) O redemoinho é formado por deslocamento de ar. É lógico, portanto, que Elias não saiu da atmosfera terrestre, pois fora desta, não há redemoinho. Conclui-se que o profeta Elias simplesmente foi transportado pelo redemoinho do lugar onde se encontrava para um outro lugar no planeta Terra.

Depois que Elias foi arrebatado pelo redemoinho, os filhos dos profetas vieram a Eliseu e sugeriram fazer uma busca na região a fim de encontrá-lo. Uma iniciativa como esta revela-nos que eles não acreditavam e nem ensinavam que poderia haver uma trasladação ao Céu, apesar de Eliseu ter visto Elias sendo transportado por um redemoinho. Para uma análise cuidadosa, transcrevemos o texto bíblico deste episódio:

“Vendo-o, pois os filhos dos profetas que estavam defronte dele em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vindo ao seu encontro, inclinaram-se em terra diante dele. E disseram-lhe: Eis que entre os teus servos há cinqüenta homens valentes. Deixa-os ir, pedimos-te, em busca do teu senhor; pode ser que o Espírito do Senhor o tenha arrebatado e lançado nalgum monte, ou nalgum vale. Ele, porém disse: não os envieis. Mas insistiram com ele, até que se envergonhou; e disse-lhes: Enviai. E enviaram cinqüenta homens, que o buscaram três dias, porém não o acharam.” II Reis 2:15-17.

A Bíblia confirma que Elias não subiu ao Céu. Cerca de 10 anos depois de seu arrebatamento, ele enviou uma carta a Jeorão, rei de Judá. Isto prova que ele estava vivo no planeta Terra e estava acompanhando o desenrolar dos fatos:

“Então lhe veio uma carta da parte de Elias, o profeta, que dizia: Assim diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: Porquanto não andaste nos caminhos de Jeosafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá; …” II Crônicas 21:12.

Quando Elias foi trasladado, Jeosafá era rei de Judá. Quando Elias escreveu a carta, o rei de Judá era Jeorão, filho de Jeosafá.

Elias foi para o céu?

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Perguntamos: Onde estava Elias quando mandou a carta? No Céu? Claro que não. Ele estava em algum lugar aqui na Terra, sendo protegido por Deus. Para nós está claro que o tempo de seu ministério havia findado e que ele estava farto das perseguições, razão porque Deus passou o trabalho dele para Eliseu. Elias saiu de cena por meio deste traslado.

• Enoque também morreu

“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus.” Hebreus 11:5

“Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou Metusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si.” Gênesis 5:21-24.

A Bíblia diz que Enoque viveu 365 anos, saiu de cena e morreu. A expressão “Deus o tomou” significa literalmente “morrer”, pois morrer para quem está preparado é ser recuperado por Deus, em cujo seio está a vida eterna. É um raciocínio puramente lógico.

Quando Jó recebeu a notícia de que seus filhos morreram (Jó 1:18-19), ele disse:

“…o Senhor os deu e o Senhor os tomou; …” Jó 1:21.

A vida pertence à Deus e Ele poderá tomá-la quando lhe convier.

Certas pessoas tiram suas conclusões baseando-se apenas numa passagem bíblica. O capítulo 11 de Hebreus, desde o seu primeiro versículo, menciona muitos personagens importantes, considerados heróis da fé: Abel, Enoque, Noé, Abrão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os santos profetas. Após mencionar todos estes personagens, a Bíblia diz que todos estes morreram, sem terem obtido as promessas:

“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.” Hebreus 11:13.

Será que os líderes judaicos acreditavam que o profeta Enoque foi trasladado vivo para o céu? Claro que não. A Bíblia confirma qual era a verdadeira compreensão dos judeus sobre o que aconteceu com todos os profetas:

“…Abraão morreu e também os profetas;…” João 8:52-53.

Nessa ocasião Jesus estava falando com os fariseus. Por serem judeus, certamente o nome de Enoque fazia parte da lista de importantes profetas. Enoque era considerado profeta, pois Judas, no versículo 14, menciona que Enoque “profetizou” acerca da vinda do Messias.

Enoque, para não ver a morte, ou seja, para não ser morto, também foi trasladado, não para o Céu, mas para outra parte da Terra. É óbvio que ele morreu como todos os demais santos e aguarda o tempo de recompensa.

• Todos esperam a ressurreição

“ Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” Hebreus 11:39 e 40.

Todos estes heróis da fé não alcançaram as promessas, e serão aperfeiçoados juntamente conosco, quando passarmos pela ressurreição.

• Jesus é o primeiro dentre os mortos.

“… isto é, que o Messias devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.” Atos 26:23.

Como interpretar o ensinamento bíblico quando diz que Jesus é o primeiro dentre os mortos? Não ocorreram ressurreições antes dEle?

A questão é que Ele ressuscitou para a vida eterna, o que não ocorreu com os demais. Os outros todos morreram novamente depois. Exemplos: I Reis 17:22-24; II Reis 4:34 e 35; II Reis 13:20; Mat. 9:25; Luc. 7:12-15; João 11:43 e 44; Mat. 27:52 e 53; Heb. 11:35; Atos 9:40.

• Jesus trará o galardão

“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na sua vinda.” I Coríntios 15:22 e 23.

Então como dizer que Cristo fez-Se primícia dentre os mortos se admitimos que outros já ressuscitaram para a eternidade antes de Jesus? Impossível !!

Por isso a Bíblia diz-nos que quando Ele vier, dará o galardão aos seus servos, os profetas e aos que O temem:

“Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto os pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” Apocalipse 11:18.

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” Apocalipse 22:12.

Alcançamos a vida eterna por meio de Cristo e este acontecimento se dará na Sua vinda e não antes dela, como supõe-se para Enoque, Moisés e Elias.

Os remidos serão recompensados na vinda do Messias:

“Porque o Filho do homem há de vir na glória de Seu Pai, com os Seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” Mateus 16:27.

“E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te retribuir; pois retribuído te será na ressurreição dos justos.” Lucas 14:14.

Todos os mortos receberão a sua recompensa na ressurreição. Haverá duas ressurreições, separadas por um período de mil anos. Da primeira participarão todos os santos mortos, desde o princípio. Da segunda ressurreição participarão os ímpios mortos (Apocalipse 20:4-6).

Quanto aos justos que estarão vivos na segunda vinda do Messias, estes serão transformados. Tanto os justos mortos e os justos vivos receberão um corpo incorruptível (I Coríntios 15:52).

Um outro texto, escrito pelo apóstolo Paulo, deixa claro que a trasladação e conseqüente transformação dos vivos para a vida eterna não se dará antes da primeira ressurreição. Tudo ocorrerá numa ordem determinada por Deus: os que morreram em Cristo, ressuscitarão primeiro; depois os vivos salvos serão transformados:

“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor; que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem.” I Tessalonicenses 4:15.

Assim, nem Enoque e nem Elias poderiam ser arrebatados antes desse grande e esperado evento da segunda volta de Jesus e da bem aventurada primeira ressurreição dos justos mortos. Primeiro deverá ocorrer a ressurreição dos justos mortos e só depois os justos vivos serão transformados.

Se Elias, Moisés e Enoque estão vivos e gozando a vida eterna, necessariamente teríamos que admitir o seguinte:

1) Jesus não é primícia dos que dormem, não tem a preeminência;

2) Jesus morreu em vão, já que Deus tinha outro meio de dar vida eterna aos salvos e

3) Não há um tempo de recompensa dos santos: todo dia é tempo.

Por todas as razões expostas, concluímos que ninguém subiu ao Céu, mas todos os nossos antepassados estão mortos, todos dormem e todos, sem exceção receberão sua recompensa quando ocorrer a segunda vinda de nosso Senhor Jesus. Só então os salvos entrarão no futuro Reino do Messias. Indiscutivelmente nesta festa, ninguém entra antecipadamente.