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RECONHECENDO A APOSTASIA

Dene McGriff, Tradução: Mary Schultze – novembro 2006
Parte 2 – Reconhecendo a Apostasia
(Recognizing The Deception)
Se você é um cristão nascido de novo, há algum tempo ou mesmo recentemente, deve ser-lhe difícil reconhecer os sinais da apostasia na moderna igreja cristã. Mesmo assim, semelhante à rã que vai sendo gradualmente aquecida na panela, vamos nos acostumando ao deslize, até que seja tarde demais. Basta que se observe como a programação da TV tem mudado nesses poucos anos. O que é apresentado hoje [em horário nobre] jamais teria sido permitido há alguns anos passados.
Pois é isso mesmo que está acontecendo na igreja. O levedo tem nela penetrado gradualmente. Nos anos 1940, quando surgiram as tais doutrinas dos “Filhos de Deus” em alguns círculos carismáticos, elas foram ostensivamente rejeitadas pelas principais linhas pentecostais, ou seja, Assembléias de Deus e Quadrangular. Hoje em dia elas estão de volta com ligeiras modificações e estão sendo abraçadas por estas e outras igrejas importantes. Elas estão avançando cada vez mais depressa.
Uma das marcas registradas dos “últimos dias” é a movimentação rumo a uma Única Igreja, de modo que o ponto óbvio a ser examinado é o Movimento Ecumênico. Desde que este começou, as Igrejas Anglicana e Luterana iniciaram o seu caminho de volta a Roma. Mas não se trata apenas disso. Existem poderosos movimentos, tais como os obscuros ramos dos Promise Keepers, que já começaram a chapinhar nessa areia movediça. Muitos evangélicos proeminentes já começaram a minimizar as diferenças, dizendo que estas não são tão importantes assim. Será verdade? Será que esses itens são apenas secundários?
O próximo capítulo vai tratar do que a Bíblia chama “levedo” (que faz crescer a massa do pão), o qual está penetrando na Igreja, a fim de contaminá-la. Esse levedo apresenta uma visão diametralmente oposta do homem e da sua natureza pecaminosa, conforme a Bíblia, e, mesmo assim, os cristãos em todo o mundo o têm abraçado, chamando-o “Psicologia Cristã”. De fato, a psicologia “cristã” tem predominado nas ondas difusoras, em nossos dias. A questão é a seguinte: Será que esse “cavalo de Tróia” é realmente cristão? Ou será ele apenas um levedo conduzindo a igreja rumo à apostasia?
Nos próximos capítulos estaremos falando dos muitos fenômenos que se encontram hoje em dia nas igrejas, desde o tal “Riso de Isaque” até os sinais e maravilhas, o Movimento das Igrejas em Células, a Submissão aos Apóstolos e Profetas, etc. Será que essas coisas são de Deus? Como podemos saber? Vamos tratar apenas ligeiramente desses assuntos, visto como existem muitos websites e publicações que serão mencionados, os quais costumam prover ampla documentação e análise, fazendo um trabalho que não posso fazer neste resumido espaço.
Finalmente, veremos a liderança da Igreja, as instituições e os crentes se imiscuindo na política, alguns deles até mesmo afirmando que a Igreja deve exercer o domínio da terra.
O que se pode concluir de tudo isso? O que a Bíblia diz que iremos encontrar nos “últimos dias” – um poderoso reavivamento ou uma grande apostasia? Os líderes cristãos de hoje gostariam que acreditássemos na primeira hipótese, mas não é isso que a Bíblia diz, nem a nossa experiência, quando observamos cuidadosamente o que está acontecendo ao nosso redor. Tenho esperança de que esta seção comece a abrir os seus olhos para o que realmente está acontecendo no mundo cristão de hoje. Dizer isso não é ser negativo, nem significa que todos os cristãos venham a cair nessa rede, ou que os líderes são maus, porém Jesus nos admoestou claramente em Mateus 16 para termos cuidado com o levedo dos líderes religiosos, pois ele arruína a massa (neste caso a Igreja). Portanto, nada existe de errado em conservarmos os olhos abertos, usando o cérebro que Deus nos deu. Não estamos sendo críticos nem rebeldes, apenas expondo, à luz da Palavra de Deus, o que esses líderes estão dizendo e fazendo.*******************************

Capítulo 4 – O Ecumenismo e a Igreja Católica Romana (Ecumenism and The Roman Catholic Church)

Um dos piores sinais da apostasia é o Movimento Ecumênico. A única maneira de reunir todas as igrejas é comprometendo a verdade. O Ecumenismo procura minimizar a importância da doutrina (e até criticá-la como divisora), enfatizando somente o amor e esquecendo as diferenças. Algumas igrejas liberais já começaram a se mover em direção ao rebanho católico e muitos carismáticos americanos têm homenageado o papa, como o líder da fé cristã. Observe-se apenas o restante das igrejas evangélicas entrando num acordo com Roma.
Precisamos dar uma boa olhada no que a Igreja Católica Romana (ICR) pensa de si mesma. Observamos a ICR na América e pensamos que ela mudou. Mas não mudou. Não mudou sua posição oficial sobre os seus dogmas mais importantes: comunhão, transubstanciação, deificação de Maria, natureza da salvação, purgatório, indulgências, nem a declaração de que qualquer pessoa fora da ICR está condenada.
(AP 17:3) E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.
(AP 17:4) – E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição;
(AP 17:5) – E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.
(AP 17:6) – E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.
(AP 17:7) – E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.
(AP 17:9) – Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.
(AP 17:14) – Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.

A Enciclopédia Católica declara: A ICR “fica dentro da Cidade de Roma, chamada cidade das sete colinas, na qual se encontra confinada toda a área do Vaticano”. Existe apenas uma Igreja que traça orgulhosamente a sua origem ao início do Cristianismo e a única a se encaixar nesta descrição do Livro de Apocalipse – a ICR. Historicamente os eruditos bíblicos concordavam que essa descrição se refere à ICR, a Igreja constituída de uma mistura de paganismo [judaísmo e Cristianismo], a qual, até hoje, continua mantendo os mesmos ensinos heréticos promulgados durante 1.900 anos. Ela não mudou. Contudo, segundo veremos, existem alguns revisores históricos que têm tentado limpar a imagem da ICR, cujas mãos estão manchadas com o sangue dos mártires.
A ICR é descrita como a Mãe das Prostituições, incluindo as igrejas que dela se separaram e estão voltando a se colocar sob suas asas, nos “últimos dias”. Jamais houve dúvida de que as Igrejas Protestantes que pertencem a CMI (Concílio Mundial de Igrejas) voltariam ao rebanho da ICR. Contudo, até poucos anos, jamais se imaginou que a Igreja conservadora pudesse sequer levar em consideração uma reaproximação com a ICR. Historicamente, a maioria dos evangélicos conservadores entende que a ICR pratica o que ela defende. Jamais haveria a possibilidade de um cristão crente bíblico poder aceitar as doutrinas em que essa Igreja crê e o que ela pratica. Algo deveria ser feito para limpar a sua imagem ou a história deveria ser reescrita e foi exatamente isso que aconteceu. Hoje em dia somos informados que a Reforma foi apenas um mal entendido e a ICR está emergindo como a líder da Cristandade dividida e das Igrejas Evangélicas. As Igrejas Liberais são vistas como moralmente falidas, enquanto as Igrejas Evangélicas estão divididas por dogmas, sendo que a ICR se adianta como a líder da moralidade em matéria de divórcio, aborto e homossexualidade.
A abrandamento de atitude chega a tal ponto que Paul Crouch, presidente da TBN (Trinity Broadcasting Network) declarou que ele “já não é um protestante, porque não tem mais coisa alguma contra o que protestar”. Pat Robertson compartilha o púlpito com arcebispos e sacerdotes, de várias formas patrocinadas pela “Coalizão Cristã” e a ICR. A revista “Christianity Today” apareceu com uma série de artigos, em Dezembro de 1994, escritos por renomados eruditos cristãos, como J. I. Packer e Charles Swindoll. Um dos artigos sugeria que a Reforma foi apenas um mal entendido semântico e que a ICR sempre acreditou na salvação pela graça. Que tragédia é torcer a história dessa maneira!
Em 29/03/1994, evangélicos e católicos assinaram a declaração conjunta – Evangélicos e Católicos Juntos – A Missão Cristã do Terceiro Milênio. Essa declaração foi assinada por líderes cristãos como Chuck Colson, John Neuhaus, Dr. Richard Land, Convenção Batista do Sul, Dr. Jesse Miranda, das ADs, J. I. Packer, John White, da Associação Nacional dos Evangélicos, Mons. William Murphy, Chanceler da Arquidiocese de Boston, Arc. Francis Stafford, e endossada por Bill Bright, da Campus Crusade for Christ, Pat Robertson, da CBN, e muitos outros. O propósito dessa declaração é minimizar as diferenças. De fato, alguns estão chamando a Reforma de um mal entendido semântico. Um dos mais conhecidos apologistas cristãos diz que os católicos “crêem na justificação pela graça” e que as diferenças entre católicos e evangélicos “não são tão grandes como geralmente se imaginavam e nem tão cruciais… envolvem heresia… o completo âmago teológico do Cristianismo histórico é mantido em comum” (The Southern Cross, janeiro 13, 1994, p. 11, conforme citação de Dave Hunt no livro “A Woman Rides The Beast”, Harvest House Publ., Eugene, Oregon, p.406)
Realmente, eles fizeram uma tentativa de definir a salvação, porém, até mesmo os que assinaram a declaração, disseram que ela significava coisas diferentes para cada grupo. Mórmons, católicos e evangélicos usam muitos dos mesmos termos, porém com significações diferentes para cada um deles. Então, ou temos um enorme mal entendido em nossas mãos ou existe um titânico esforço de revisão histórica ou uma ocultação de maciças proporções. Existem apenas três possibilidades: 1.) – A Reforma foi um equivoco; 2.) – A ICR mudou; 3.) – Nossos principais líderes evangélicos caíram no engodo mais do que se poderia esperar e estão conduzindo a igreja à apostasia. Precisamos examinar os fatos.
Os evangélicos estão de tal modo ansiosos para aceitar a revisão católica dos fatos que nem se dão ao trabalhar de conferir. Parece que nenhum sacrifício é grande demais para os evangélicos reforçarem a “unidade”. O fato, porém, é que o Vaticano II reafirmou todos os ensinos básicos que os evangélicos deveriam detestar: a eucaristia, adoração a Maria, infalibilidade papal, purgatório, etc. “Este sacro Concílio aceita a lealdade e a venerável fé de nossos ancestrais e novamente propõe os decretos do II Concílio de Nicéia, do Concílio de Florença e do Concílio de Trento”.
(Vol. II, conforme citação de Dave Hunt na obra supra citada, p. 351). Isso quer dizer que eles não mudaram. Aqui está outro exemplo: “Não deveria existir qualquer dúvida na mente de alguém que todo fiel deveria apresentar a este sacramento (isto é, a hóstia, que eles crêem ter sido transformada no corpo de Cristo) a mesma adoração que é devida ao verdadeiro Deus, como tem sido sempre o costume da Igreja Católica Romana, através da conversão do pão e do vinho, os quais o Concílio de Trento nos diz ser mais apropriadamente chamado Transubstanciação” (Concílio Vaticano II, conforme citação de Dave Hunt, p. 368). Este ensino da Missa e da Eucaristia é um dos mais onerosos ensinos anticristãos da Igreja e a ele voltaremos mais tarde. Quando se chega ao Ecumenismo, este é uma estrada de mão única. Fomos nós os únicos que mudamos. Conforme o Concílio Vaticano II, a Reforma e nós, os evangélicos, ainda somos anátema (condenados) em 100 artigos, inclusive na salvação exclusivamente pela fé em Jesus Cristo.
O Pr. Jack Hayford escreve as sete promessas dos Promise Keepers: “Redimir os centros de adoração sobre a Mesa do Senhor. Embora a tradição a celebre como comunhão, Eucaristia, Missa ou Ceia, somos chamados ao lugar central da adoração cristã”. (Seven Promises of a Promise Keeper, p. 19). Uma declaração desse tipo deveria levantar protestos de todo cristão bíblico no país. Contudo, existe apenas o silêncio de cada líder através desta terra. Em vez disso, temos o líder do Movimento Vineyard, prestando o seu apoio aos católicos: “Wimber se sente bem com os dogmas católicos, pois ele está com o Evangelicalismo. Como observamos, Wimber defende as afirmações católicas da cura através das relíquias. Ele defende a reunificação dos católicos e protestantes. Um ex-associado diz: ‘Durante a conferência dos pastores do Vineyard [ele] chegou a ponto de pedir desculpas à ICR em nome de todos os protestantes’. Em seu seminário sobre o plantio de igrejas, Wimber declarou: ‘o papa, por sua vez, é muito simpático ao Movimento Carismático e é, ele próprio, um evangélico nascido de novo. Quem leu alguns dos seus textos referentes à salvação, saberia que ele está pregando o evangelho tão claro como qualquer pessoa está pregando no mundo de hoje’”. (Phil Arms, “Promise Keepers, Another Trojan Horse”, p. 265, citando John Mac Arthur, em “Charismatic Chaos”, p. 148). Estas são duas ridículas e blasfemas declarações da mais alta liderança dos círculos evangélicos! Vejamos pelo que a ICR se coloca e se tais declarações podem ser justificadas.

Em que a Igreja Católica Romana Crê?
Embora possa haver alguns católicos “nascidos de novo”, a questão é: Será que a ICR mudou oficialmente suas posições históricas? A resposta é NÃO! De fato, o Vaticano II e cada concílio e édito, desde então, só têm confirmado essas posições. Em que a ICR crê exatamente? Infelizmente, em vista da vastidão deste assunto, vou esclarecer apenas algumas. Todos esses pontos podem ser completamente documentados. As seguintes são apenas algumas das posições históricas e contemporâneas da Igreja, as quais são absolutamente opostas à Bíblia histórica, centrada no Cristianismo.
* Os ensino e tradições da ICR são iguais, à Escritura, muito embora as tradições sejam muitas vezes inconsistentes e contraditórias.
* Uma criança é salva pelo sacramento do batismo, o qual remove o “pecado original”
* Deus perdoa o pecado através da Igreja, especificamente no ato judicial do sacerdote, após ter ele conferido a contrição.
* A reparação de Cristo não é suficiente e o sacramento da Eucaristia converte o pão e o vinho no corpo e sangue de Cristo, através de um processo chamado transubstanciação. O pão e o vinho são adorados como Deus.
* Somente um sacerdote pode administrar esses sacramentos.
* Maria é a Imaculada Mãe de Deus, Rainha do Céu, Co-Redentora, sentada à destra de Deus, intercedendo por nós. As pessoas adoram e oram a Maria, bem como aos santos.
* O Pontífice Romano é o cabeça da Igreja e o representante e autoridade de Deus na terra.
* O papa é infalível e o infalível intérprete da Escritura.
* Do ponto de vista escatológico, ou “últimos dias”, a ICR vê a si mesma exercendo o domínio sobre a terra. O Vaticano é um país com embaixadores na maioria dos países, no mundo inteiro.
* Indulgências, purgatório, oração aos mortos, etc.
Quando se chega à salvação, a semântica é sutil, mas importante. Eles dizem acreditar em Cristo como o Salvador. Acreditam que Cristo morreu pelos seus pecados, porém a salvação vem somente através da Igreja de Roma. Existe uma salvação anterior, através do batismo infantil, a qual é transmitida pela Igreja. Mas a salvação é literalmente transmitida pelos sacerdotes, quando o fiel assiste à Missa. A Escritura diz: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hebreus 9:12). Afirmar que “o sacerdote é indispensável, visto como somente ele, pelos seus poderes, pode transformar o pão e o vinho no corpo e sangue de Cristo, é abominação” (John A. Hardon, Picket Catholic Dictionary, Doubleday, 1966, p. 249). Quanto maior o número de missas assistidas pelos católicos, tanto melhor, pois ali estão eles comendo e bebendo fisicamente Jesus Cristo. O legítimo evangelho da graça é negado pelo ensino de que “os méritos e graças” ganhos por Cristo são dispensados por transmissão, sempre que o fiel assiste a missa. Transformar a hóstia e o vinho no corpo e sangue de Cristo, através da transubstanciação não é apenas blasfemo, mas também ridículo! [Como poderia o Criador e Sustentador do universo se prestar a uma palhaçada desse tipo?] Notem que o laicato somente “se relaciona com Deus” através da mediação dos sacerdotes da Igreja.
Reconhecer o sacerdócio romano é negar o sacerdócio de Cristo e do crente. Aceitar a missa e a eucaristia é negar a eficácia da morte de Jesus Cristo na cruz. Muitos católicos podem não estar totalmente a par do que a Igreja ensina e outros até podem discordar dos seus ensinos. Sem dúvida existem alguns católicos salvos, mas é bom pensar que qualquer um que tiver plena compreensão disso não poderá continuar na ICR. O Catolicismo Romano e o Cristianismo são diametralmente opostos. A estrada que conduz à unidade é desconsiderar as suas posições sobre as verdades essenciais. Podemos ter unidade com a ICR às expensas da verdade ou então ter apenas a verdade.
Poderíamos gastar muito mais tempo falando da ICR. Existe muitíssimo para ser dito. Mas temos aqui apenas alguns exemplos. Sua afirmação de que existe uma contínua sucessão de papas é historicamente inexata. Existem imensas lacunas. Houve tempo em que não existia papa. Além disso, muitos dos papas através das eras, segundo é confirmado por sólidas narrativas, estiveram envolvidos nos mais hediondos pecados, na imoralidade e em crimes contra a humanidade. Existe farta documentação e quem estiver interessado, pode conferir. Existem tantas inconsistências que chega a ser engraçado. Durante mil anos os sacerdotes podiam se casar e quando isso foi proibido, o único pecado era casar-se, não viver em fornicação. O Vaticano tornou-se o local dos maiores bordéis já conhecidos no mundo. Roma é a Mãe das Prostituições! “Os papas tinham amantes de 15 anos de idade, eram culpados de incesto e perversões sexuais de todo tipo; tinham inúmeros filhos, eram assassinados no exato ato de adultério… Na antiga frase católica: por que ser mais santo que o papa?” (Peter de Rosa, “The Dark Side of the Papacy”, Crown Publishers, 1988, ps. 396-397).
Vou tratar mais profundamente de apenas um tópico e esse é a adoração a Maria. Muitos negam que isso aconteça, mas atentem para o rosário – Maria é mais importante do que o próprio Jesus Cristo. [Para cada 50 Ave-Marias existem apenas 10 Pai-Nossos em cada terço do rosário]. Entrei e saí de muitas igrejas, através de toda a Europa e América Latina, e é óbvio que Maria ocupa o centro do cenário católico. O papa atual vai ao México para venerar a Senhora de Guadalupe. Ele está convencido de que a visão de Fátima vai restaurar Maria ao seu lugar de direito. A Imaculada Conceição é Maria, a Co-Redentora. Maria é muito mais venerada do que Deus Pai e Jesus Cristo. Isso é blasfemo e supersticioso, na melhor das hipóteses, e satânico, na pior…
Vamos ser claros, a ICR acredita que é “a única igreja verdadeira”, que somente ela provê os sacramentos que conduzem à salvação e que ela jamais vai compartilhar essa distinção com outras igrejas.
Então, o que há com Paul Crouch, Benny Hinn, Bill McCartney (fundador dos Promise Keepers), J. I. Packer, Charles Swindoll, até mesmo Billy Graham e muitos outros líderes que acreditam que a ICR mantém os itens fundamentais da fé do Cristianismo histórico e que os católicos são nossos irmãos e irmãs em Cristo? Sinto-me envergonhado e embaraçado ao dizer isso, porém um dia a história vai mostrar que pessoas como Billy Graham e Bill Bright (fundador da Campus Crusade) fizeram mais pelo Movimento Ecumênico do que quaisquer outros. Graham sempre trabalhou em conjunto com a ICR, enviando as pessoas “salvas” de volta… Para onde? Para uma seita apóstata! Bright e uma porção de outros ministros concordam em que não se deve fazer proselitismo com os católicos, em Colorado Spring, porque “Somos todos cristãos!”
Irmãos e irmãs! Eu poderia prosseguir sempre, mas vocês não acham que existe algo errado? Há trinta aos, nós evangélicos já esperávamos que os membros do liberal CMI acabasse caindo no rebanho católico; contudo, jamais poderíamos imaginar que uma denominação fundamentalista, como a Batista, levasse pelo menos em consideração tal coisa. Contudo, hoje em dia estamos vendo uma debandada “quantum”. Atualmente os evangélicos estão liderando carros de som para celebrar o jubileu do Ano 2000 e a Missa Papal para 5 bilhões [de iludidos]. Os líderes evangélicos estão seguindo em bandos, para beijar o anel do papa! Nesse caso, onde é que irão para os seus rebanhos?
Se houvesse apenas um sinal da igreja apóstata, que pudesse levar cada cristão sincero a sentar e observar, a censura caberia à ICR. Contudo, mesmo havendo uma porção de vozes clamando no deserto, poucos são os que se dão conta. Dave Hunt, com o seu excelente livro – “A Woman Rides the Beast”, recebeu pouca ou nenhuma atenção do estabelecimento. Onde estão os atalaias? Onde estão os líderes espirituais? Onde está o clamor de protesto dos atuais gigantes espirituais? Nossos chamados líderes evangélicos estão estranhamente silenciosos. Muitos dos lideres do Novo Reavivamento – os Vineyards, os Kansas City Prophets e a maioria dos dominionistas até já fizeram suas peregrinações a Roma! Os Promise Keepers e homens do mesmo quilate, bem como as organizações femininas, promovem uma agenda ecumênica, do mesmo modo como tem feito a maioria das organizações para-eclesiásticas, tais como a JOCUM, Campus Crusade, Youth for Christ, etc. Foram pouquíssimos os que não pularam ainda para dentro do carro de som.
Este veio dos Países Baixos, via Internet, em 01/05/1998.
“Kampen, Países Baixos, 28/04/(ENI) Dr. Konrad Raiser, secretário geral do CMI, renovou sua convocação para que as principais igrejas cristãs comecem, no ano 2000, um processo no sentido de conduzir a um concílio cristão universal, unindo todas as igrejas e os cristãos”
Falando na abertura do Dutch Kerkendag (Dia da Igreja), no sábado 25/04, o Dr. Raiser disse que no Ano 2000, os líderes das Igrejas Católica Romana, Ortodoxa, Protestante, Anglicana e Pentecostal deveriam fazer uma solene promessa de não descansar, até que um concílio tenha sido realizado”.
Eu costumava pensar: ora, imagine que todos os católicos carismáticos são “nascidos de novo”. Depois descubra que “falar em línguas” não é necessariamente uma evidência de ser “nascido de novo”. Os mórmons, os budistas, os hindus e a maioria dos membros de outras religiões possuem este fenômeno. Se todas essas pessoas fossem realmente salvas, duvido que o Senhor lhes permitisse continuar em suas instituições idólatras. O Senhor não manda que fiquem ali para evangelizar, Ele manda que saiam de suas igrejas apóstatas: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4). Conheço muitíssimos católicos “nascidos de novo” e a última coisa que eles fariam seria voltar à sua Igreja de origem. Só mesmo nós, os evangélicos, é que somos ingênuos e não reconhecemos a tremenda malignidade dessa Igreja Prostituta.
Por que tem acontecido isso? Por que chegamos a esse ponto? Primeiro, acho que é porque estamos nos “últimos dias”. Está na profecia e tem de acontecer. Segundo, os cristãos são uns iletrados bíblicos, sem qualquer firmeza na fé. Terceiro, não existe uma única escola bíblica ou seminário que não tenha sido contaminado pela apostasia. Os pastores e profissionais estão conduzindo o seu confiante rebanho – eis um bom argumento para que nenhum de nós seja uma ovelha muda.
Qualquer pessoa que se atreve a questionar é logo considerada rebelde contra a autoridade, criadora de casos, negativa, deficiente no amor, divisora e caçadora de heresia. E as que resistem à corrida rumo à unidade são ridicularizadas e marcadas. É por demais frustrante que as pessoas não desejem discutir tais assuntos. Elas simplesmente atacam quem não entra na onda. Eu costumava indagar a um pastor se ele já havia lido este ou aquele livro, mas ele sempre respondia: “Não! É muito negativo!” Essas pessoas temem ficar a par dos assuntos. E são nossos líderes! Caros leitores, se vocês de nada se lembrarem, esqueçam tudo que eu disse. Mas saibam que existe um movimento que apela à unidade, a qualquer custo. Em vez de ser uma proteção para o crente, a sã doutrina agora é considerada divisora. Toda a Palavra de Deus já não é regra, mas os cinco essenciais (conforme definição dos Promise Keepers) ou qualquer que seja o número deles. Isso vai ser definido pelos eruditos, então não se atreva argumentar! Quem é você? Quais são as suas credenciais? Existe uma força compressora que vai passar sobre as igrejas desta terra; então, tenha cuidado para não atravessar no caminho. Você poderá ser esmagado e pessoalmente desacreditado.
Fico deveras desgostoso, quando leio um livro depois do outro sobre os “últimos dias”. Todos eles nos mostram que a ameaça vem do Hinduísmo, do Budismo, do Islamismo, dos Universalistas, ou de algum moderno movimento novaerense, que nos manda ficar sentados em posição de loto, meditando, meditando…
Ora, a ameaça não vem de fora, ela vem de dentro. Ela vem da Igreja Evangélica, a qual tem aderido à pseudociência da Nova Era, nunca antes conhecida pelo homem. Essa não é uma fútil idéia minha. Por que os nossos líderes não enxergam isso? Temos escancarado nossas portas ao humanismo, o qual tem penetrado nas igrejas, sendo poucas as que ainda não foram afetadas por ele. Vamos examinar como esse
levedo tem penetrado na igreja. *********************
http://cpr.org.br/McGriff-04.htm

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