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SHTF School: O que fazer?

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Quando uma emergência acontece, tomar decisões erradas podem lhe custar mais do que você jamais imaginaria, então orientações sobre o que fazer e o que não fazer sempre são importantes.

Hoje encontramos por aí muitos artigos do tipo “10 coisas para fazer quando uma emergência acontecer” ou “5 situações mais prováveis…” e outros semelhantes. A verdade é que estes artigos, apesar de serem interessantes e sempre ensinarem dicas válidas, geralmente ‘supersimplificam’ as situações e cenários – o que é perigoso, pois todo cenário de crise é complexo e dinâmico.

É essencial estar pronto para se adaptar, pois existem muitas variações de decisão em um cenário de crise. Então leia estas listas mas sempre esteja atento para não tomá-las como verdade universal.

Meu ponto principal aqui é o seguinte: Só existe uma coisa pior do que não ter um plano durante uma emergência… É ter um plano e não conseguir abandoná-lo mesmo quando ele não está dando certo e acabará te levando para a morte.

Então o que fazer (e não fazer) em uma crise? Vamos olhar para os dois lados da moeda.

Pânico

Por um lado…

O pânico é um assassino de planos, um inimigo muito forte. Você pode ter um plano e preparações fantásticas e acabar morto, simplesmente porque falhou em entender o quanto o pânico pode te afetar.

Existem pesquisas que dizem que 74% das pessoas que são forçadas à sair de suas casas rapidamente em caso de desastre não lembrariam de pegar um isqueiro ou algo que poderia ferver a água.

Nós poderíamos dizer que esta pesquisa abrange pessoas comuns, que não são preparadoras, mas fique atento pois em caso de pânico e medo (e todos nós vamos experienciar um pouco desses com certeza) você irá cometer erros. Esteja pronto para aceitá-los, adaptar-se e superar a situação.

O outro lado…

O medo do perigo ou da morte é algo muito poderoso e você não pode negá-lo. É mais saudável entrar em um estado mental semelhante a este “É claro que vou ficar com medo assim como todo mundo, mas vou usar este medo para fazer algo esperto”.

A maioria das pessoas à sua volta estarão em uma espécie de pânico (com medo, confusas). O foco é deixar você, sobrevivencialista, em um estado de medo menor do que as pessoas comuns.

Então de repente se o medo e o pânico se tornarem amigos em uma situação, use-os a seu favor.

Por exemplo, enquanto todos estão em pânico tentando entender o que realmente aconteceu, use aquele momento para uma última corrida ao mercado ou pegue suas coisas e saia da zona de perigo.

Este vídeo curto mostra um exemplo muito forte de como as pessoas reagem durante um evento ruim (não possui imagens fortes):

Existe também um ponto importante para reconhecermos agora. Os pesquisadores estão concluindo que as pessoas entram em pânico com muito menor intensidade do que imaginamos.

Inclusive estas mesmas pesquisas afirmam que em casos de catástrofes as primeiras reações de muitas pessoas não é entrar em pânico e sim ajudar outras pessoas que possam estar feridas.

Eu concordo com isso, mas até certo ponto. Se você está em uma rua, vê um prédio desabar rapidamente e ouve gritos nos destroços, a maioria das pessoas tem como instinto ir ajudar aqueles que estão feridos, mas se você ver (ou ouvir) outros prédios colapsando também provavelmente você e muitas outras pessoas entrarão em pânico.

Este é apenas um exemplo, mas no caso de uma crise séria, prepare-se para o pânico e o use à seu favor, como você puder.

Mude as regras!

Por um lado…

Eu vou tentar explicar este “mude as regras” com um pequeno mas sério relato que eu vivenciei no tempo de guerra.

Logo depois que a crise começou, um homem saiu desesperado em busca de ajuda. Quando ele viu um policial, correu na direção dele e gritou por socorro (sua esposa estava seriamente ferida em sua casa) e então o policial apenas atirou na cabeça dele e tomou tudo o que ele tinha em seu corpo.

Fim da história.

A história poderia ser bem mais longa pois eu poderia explicar a série de eventos que levaram a esta situação – pânico nas ruas, falta de informação sobre o que estava acontecendo e etc.

Mas a moral desta história é que o cara morto simplesmente falhou em mudar as regras e mentalidade de “ali está um policial” para “ali está um cara armado com um uniforme de policial”.

Quando uma crise acontece, as regras mudam. Todas elas. Regras como “a polícia vai nos ajudar”, “o governo cuidará de nós”, “o hospital vai nos atender” e por aí vai.

Quando você menos espera, as regras não existem mais.

O outro lado…

Ninguém disse que você não pode ser um cara usando um uniforme policial durante uma crise. Não estou dizendo que você deve fazer isso em uma crise e atirar em pessoas inocentes, no entanto.

Estou dizendo que você pode usar a falta de conhecimento e adaptação das outras pessoas e usar um uniforme de socorrista no primeiro dia de caos para conseguir chegar em outras partes da cidade, ou usar uma roupa de bombeiro ou qualquer coisa que faça sentindo na situação em particular.

Aprenda a mudar a sua visão para o modo de emergência e busque tirar proveito do cenário e de todos os recursos à sua volta.

ABCs  (Volte ao básico)

As pessoas tentam pensar demais simplesmente porque não há informação real – e pensar demais pode ser muito ruim no começo de uma crise.

Claro que você precisa buscar por informações, mas no meio do caminho, se você não sabe o que fazer ou o que está acontecendo, use este momento para retornar ao básico.

Isso significa que se algo ruim de repente está acontecendo e você não sabe o que fazer, faça algo que seja útil. Por que não usar este momento e ir encher de água todas as garrafas e baldes que você possui em casa, por exemplo?

Você provavelmente irá precisar disso. Ou que tal checar seu equipamento e seus meios de defesa?

Se apegue às funções básicas se você não souber o que fazer quando está com poucas informações.

Na sua opinião, qual a forma mais eficaz de tomar decisões difíceis em momentos de pânico?

Traduzido e adaptado do blog SHTF School.

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Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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