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LEGALISMO – GRANDE CHAGA

O movimento leigo tem se caracterizado pela forma simples e pacata na pregação do evangelho. É um ministério escolhido pelo Altíssimo para fazer controvérsia a ordens de instituições religiosas que mercadejam a Palavra de Deus e estão infiltradas no mundo globalizado pelas ações que tanto o diabo quer – fazer escravos. Mas escravos de quê e de quem? Se buscarmos a resposta para esta pergunta encontraremos vários episódios no evangelho em que Jesus conclamou Seus filhos para a inteira liberdade e esta liberdade é a tônica central do movimento leigo que virtualiza-se também nos remanescentes dos últimos dias.
Conquanto exista neste mundo os oportunistas de plantão que cerceiam a implantação de objetos burocratizantes através de regras, normas de conduta e regimentos para uma comunidade crente, teremos que suportar com verdadeira resignação tais impropérios até a colheita final. Nada obstante, porque tudo isto é parte integrante desse processo, temos que ter a coragem de enfrentar aqueles que aderem ao movimento leigo por pura conveniência religiosa e sem qualquer embasamento do que seja a sua essência LEIGA. Tais deles se destacam em sedimentar conceitos arbitrários oriundos da instituição que era filiado trazendo nódoas do legalismo aprendido e não desarraigado.
Infelizmente, temos acompanhado alguns episódios tristes que têm acontecido com certa freqüência nas comunidades leigas, notadamente pela ingerência malévola de interesses mesquinhos e de conveniências próprias. Pessoas que assumem lideranças e acham-se com poder de reger e fazer valer as suas condutas e pontos de vista. Oremos, para que Deus tenha piedade de todos!
Tenho certeza que todos concordaremos que vale a pena lutar pela liberdade. Essa é, sem dúvida, a principal razão pela qual os soldados dão suas vidas pela pátria. Porém, há algo que é realmente contraproducente: os cristãos nem sempre estão dispostos a lutar! Somos capazes de pelejar contra qualquer inimigo que ameace, não somente a nossa família, mas também a nossa independência nacional; contudo, como crentes que vivemos debaixo da graça, não nos mostramos dispostos e apaixonados a defender nosso direito de ser livres “com a liberdade que Cristo nos libertou” . Basta que um legalista se una ao nosso grupo, e de imediato lhe entregamos a direção. Temos medo!
Quanto a mim, já basta! Estou disposto a enfrentá-los abertamente e seguir lutando pela liberdade que tenho em Cristo. Tanto nos tempos de Paulo como agora, um dos problemas mais sérios que afeta uma comunidade cristã é o legalismo, que arrebata o gozo do Senhor da vida do crente e com o gozo se vai o verdadeiro poder para adorar a Deus “em espírito e em verdade”. Só assim podemos servir a Deus com verdadeiro entusiasmo, já que um crente sujeito à normas não é outra coisa que não uma triste caricatura de um verdadeiro filho de Deus. Em Gálatas 5, a chamada Carta Magna da emancipação cristã, e já no versículo primeiro encontramos um mandamento o qual, se seguirmos fielmente hoje, contribuirá para deter o legalismo. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão”. O que mais perturba aos legalistas é a verdade libertadora da graça; portanto, temos que definir dois termos muito importantes: LEGALISMO E LIBERDADE.
O legalismo é uma atitude carnal que se conforma a um código, com o propósito de exaltar a pessoa. O código é qualquer modelo objetivo aplicável ao tempo; o motivo é exaltar-se a si mesmo e ganhar méritos, ao invés de glorificar a Deus pelo que Ele tem feito; e o poder é a carne, não o espírito, que produz resultados externos somente similares à verdadeira santidade. Os resultados externos são, na melhor das hipóteses, falsificações e não podem jamais aproximar-se da santificação genuína, por motivos da atitude carnal e legalista. Podemos identificar os legalistas pelas seguintes expressões:
“Quer faça ou não, estou agradando a Deus”.
“Se EU pudesse fazer ou deixar de fazer isto ou aquilo, agradaria a Deus”.
“Estou testando meus irmãos para ver se eles têm discernimento”.
“Estas coisas que EU faço ou desejo fazer adquirem para mim o favor de Deus”.
“Ela é uma boa irmã, mas usa alguns penduricalhos que impedem…”

Para um legalista, ser um crente significa um estilo de vida rígido, duro, inflexível, severo, carente de cor e gozo. Para um crente liberto significa uma reta constante, uma vida cheia de surpresas e também de riscos, caminhando não por vista, mas por fé, cheio de expectação, positivismo e otimismo. “Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? (Gálatas 3:1-3). “Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?” (Gálatas 5:7).

A liberdade, entre outras coisas, nada mais é que independência para fazer algo, e sempre é independência da escravidão. É livrar-se do poder do pecado e da morte. Cristo nos trouxe uma poderosa liberdade da maldição da lei, o que se traduz em liberdade de temor de ser castigado por Deus e de uma consciência acusadora. É estar livre frente às exigências dos demais. A liberdade tem sua motivação primordial no amor incondicional de Deus, nos ilumina com a graça salvadora de Cristo, que nos faz agir por amor e não por temor.
A graça de Deus nos dá a liberdade para desfrutar dos direitos de filho. É liberdade para ser tudo o que Cristo quer que eu seja, sem ter que fixar-me como são os demais. Ensina-me a ser eu mesmo, não uma marionete dos demais.

Perguntamo-nos: Como os legalistas entram numa vida ou numa comunidade cristã? Como se infiltram? A que deve seu êxito? A epístola aos gálatas nos dá as respostas.

1 – Distorcem a verdade.

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. (Gálatas 1:6-9)

2 – Acusam os outros e vivem para escravizar e espiar.

“Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito. E subi por uma revelação e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios e particularmente aos que estavam em estima, para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão. Mas nem ainda Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se. E isso por causa dos falsos irmãos que se tinham entremecido e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus, para nos colocarem em servidão; aos quais, nem ainda por uma hora, cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós. E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram.” (Gálatas 2:1-6)

3 – HIPOCRISIA: mentem e enganam.

“E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:11-14)

Queridos, os assassinos da graça não podem ser simplesmente ignorados ou tolerados com a bondade que é notória nos crentes. É prejudicial, e mais do que isso, é antibíblico permitir que o legalismo continue sua obra escravizadora e destrutiva; é como permitir que uma enfermidade infecciosa piore e leve à morte. Então, vale a pena lutar pela liberdade, é por isso que estou fazendo minha parte e convidando outros a repensarem nos seus conceitos, não para defender a graça de Cristo que não precisa de defesa, mas para acabar com o legalismo farisaico que adentra sorrateiramente no ministério leigo.
Afirme-se em sua liberdade! Paulo deu o seguinte conselho aos gálatas: “Estais, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão”.

1 – Não busque de forma alguma a aprovação dos demais.
“Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” (Gálatas 1:10)

2 – Renuncie a viver escravizado.
Não tente ser “espiritual” com base em seus próprios méritos, mas deixe que se cumpra em você a Palavras de Deus: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” (I Tess. 5:23,24)

3 – Seja firme quanto à verdade.
Viva com honestidade, em linha com a Palavra de Deus.
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (II Tim. 2:15)

Enfim, amados, ao lutar pela liberdade, lembre-se que não estás lutando somente pela tua própria liberdade, mas também pela dos outros, para que cheguem a desfrutar o gozo da liberdade pessoal que Cristo veio nos dar.

Colaboração de João Rangel Cunha

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