Iníco / Artigos / A origem das fábulas, oratórias e ‘pregações’

A origem das fábulas, oratórias e ‘pregações’

A origem das fábulas,A origem das fábulas, oratórias e ‘pregações’ oratórias e ‘pregações’.

A origem das fábulas, oratórias e ‘pregações’. Não é de hoje as atenções voltadas para uma só pessoa, e esperando dela um espetáculo. Isso começou na Antiga Babilônia, atravessou milênios chegando ao povo do Egito, Israel e Grécia. Nos últimos dois mil anos a verbalização adorada se tornou foco de Roma, eclodiu com a aliança maléfica político-religiosa de Anás, Caifás e Alexandre com os romanos, e se concretizou do ano 311 até 391 depois de Cristo com o grande imperador Constantino.

No vídeo que indexo abaixo para vocês assistirem com carinho, cito passagens importantes de Paulo aos jovens Tito e Timóteo, refutando peremptoriamente as fábulas.

O velho testamento todo é formado por metáforas, comparações, tipologias, sombra e aio do Novo Testamento. Tudo no Velho aponta para Cristo. Tem até um texto célebre na teologia que diz: “Em Gênesis Ele é o descendente da mulher, em Êxodo Ele é o Cordeiro Pascal (…) em Cantares de Salomão Ele é o Amado, e assim por diante”.

Quando chegamos nos Evangelhos, o ministério de Cristo é tomado por belíssimas ilustrações e parábolas. Paulo por sua vez, também usa e abusa das alegorias. E a Bíblica termina com um livro repleto de figuralogias e simbologismos: o Apocalipse.

Qual o problema então? Onde está o mau uso disso tudo e a distorção? Onde está o espírito do erro e as doutrinas de demônios? Simples: doutores (Tiago 2) se amontoarão formando concílios e convenções evangélicas, com coceira nos ouvidos não suportarão a doutrina pura e sadia, e não vão querer mais o simples, e se voltarão para fábulas.

Trazendo para a linguagem de hoje e simplificando, fábulas pode significar atualmente duas coisas: uma comparação ou tipologia forçada, manipulada e distorcida, ou, uma invenção, criação e inovação, abandonando o evangelho simples e puro e voltando-se a entreter o povo.

A Rede Globo quando formada pela Time Life, e depois de organizada, com ajuda de alguns cerébros televisivos, entre eles o Boni, estudou durante muitos anos um formato e cronograma que prende-se o povo na frente das telinhas. Conseguiram. Hoje quando você vê um filme, depois um telejornal local, depois uma novela, um telejornal nacional e mais novelas, enfim, tudo isso é fruto de pesquisas e estatísticas de Ibop, se encaixando nos horários e gosto do povo brasileiro.

Denominações evangélicas também agiram de forma parecida. A famosa liturgia protestante seja ela tradicional, pentecostal ou neo-pentecostal, teve sua eclosão em algum lugar, e se puxar na raiz genealógica litúrgica vai descobrir que tudo veio de Constantino. Tem dedos dele ali.

E o principal está: na hora da Palavra. “Psiu! É a hora da Palavra!”

Quando na verdade todos são iguais (Mateus 23:8 ao 13) e todos podem e devem falar (1ª Co 14:31).

É claro que a Palavra de Deus é o mais importante. Mas, atenção, caríssimo bom entendedor, estou abordando o foco em cima da figura daquele que é o: pregador, orador, conferencista, palestrante eclesiástico… (hoje tem de tudo).

É como se o povo dissesse ao pregador: “me faça rir, me faça chorar, preciso de entretenimento, me emocione, faça valer a pena o meu dízimo e minha oferta, e principalmente o fato de eu ter deixado de jogar vídeo-game de última geração, ter ido a praia, namorar, assistir um filme 3D, assistir novelas, e etc… para ter vindo aqui, eu quero show, eu quero espetáculo” … E mais: “tudo que foi fraco até agora neste culto eu quero que você compense pregador, use toda sua didática, homilética e oratória porque eu quero preencher meu vazio, pregue, pregue uma massagem de ego, fale o que quero ouvir”.

E claro, se ele recebeu de 500 a 400.000,00 reais para “ministrar” uma palavra de 30 minutos, pasmem, ele se virará nos trinta para prender o povo e fazer valer a pena.

O povo (não generalizando, é óbvio) cansou em 30, 40, 50 anos de evangelho, de ouvir as mesmas alegorias, parábolas e metáforas. O povo quer novidade. Alguém que extraia das entrelinhas conjecturas e invencionices que o façam ficar boquiaberto e dizer: “esse é o cara!”

Bom, para entender melhor sobre isso, segue o vídeo abaixo, assista com carinho e divulgue:

Com amor, à Igreja, irmão Akel.

Compartilhar isso:

Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

Além disso, veja também:

Projeto editorial quer oferecer Bíblia em Português mais fiel ao Texto Recebido

As mudanças no texto bíblico foram tantas que nós nos perguntamos: será que isto não …

1888 Re-Examinado — Apresentação

Por Robert J. Wieland e Donald K. Short “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e …

Deixe uma resposta