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Cosmologia bíblica no Evangelho de Marcos e Cartas de Pedro — Parte 2

Neste texto, falaremos mais especificamente sobre a cosmologia mantida pelo apóstolo Pedro depois de sua convivência com Jesus Cristo por mais de três anos e especialmente após o recebimento de uma dotação especial do Espírito Santo no Dia de Pentecostes, depos da ascensão de Jesus Cristo. Na ilustração acima, uma abóbada da capela relembra o domo celestial do firmamento, feito por Deus no segundo dia da semana da criação. A representação de Pedro segura as chaves do reino que lhe teriam sido entregues por Jesus Cristo, após a declaração de que cria que Ele era “o Filho do Deus vivo”.   

O apóstolo, que hoje conhecemos como Pedro ou Simão Pedro, chamava-se originalmente apenas Simão, ou Simão Barjonas (“Simão, filho de Jonas”). Foi Jesus Cristo que lhe deu o apelido de כיפא, Kepha (ou “Cefas” em português). Em aramaico, a língua que Jesus falava, “Cefas” significa “pedra” ou “rocha”. Por isso, depois foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, “Rocha”.

“Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João [Batista], e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” — João 1:40-42

O evangelista Mateus conta também que, certa vez:

“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?

“E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.

“Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?

“E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

“E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” — Mateus 16:13-19

Jesus fez uma espécie de trocadilho, envolvendo o apelido que dera a Simão “Rocha” e  a declaração que ele acabara de fazer, a chamada “confissão de Pedro”. Obviamente, o assunto que estava sendo tratado não era a pessoa de Simão Pedro, mas sim “quem era Jesus”, na opinião dos discípulos. E portanto, a rocha sobre a qual Cristo edificaria Sua igreja seria essa sólida verdade revelada pelo Pai a Pedro, de que Jesus Cristo era não apenas um profeta, mas “o Filho do Deus vivo”.

Nesse sentido, mais uma vez inspirado pelo Espírito do Pai, o próprio Simão Pedro não deixa dúvidas, afirmando que a rocha, ou pedra fundamental da doutrina cristã, é Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo:

“Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.

“Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” — Atos 4:10-12

Nessas duas passagens bíblicas que citamos neste começo de conversa, a cosmologia ou cosmovisão bíblica de três camadas ou andares já se faz presente, referindo-se a dois desses níveis, céus e terra:

“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” — Mateus 16:19

“… E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” — Atos 4:10-12

Note que o mesmo conceito cosmológico está presente tanto nas palavras do próprio “Filho do Deus vivo” quanto nas palavras do apóstolo escolhido como líder da primeira campanha cristã de evangelização, descrita por Lucas nos primeiros capítulos de Atos. Perceba a cosmologia hebraica sendo mantida pela comunidade cristã primitiva, tanto nas palavras de Lucas quanto nas citações do próprio Cristo:

“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera.” Atos 1:1,2

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” — Atos 1:8

Para adventistas que não adotam a cosmologia hebraico-cristã, a cena retratada acima constitui um dilema. Afinal, se Jesus não subiu simplesmente para o Céu da Terra plana, onde permanece junto ao Pai, não poderá voltar do modo como foi visto subir.

Observe que, para começo de assunto, a ascensão de Jesus Cristo desafia o que os físicos cientificistas chamam hoje de “lei da gravidade”. Por definição, gravidade seria uma suposta força que atrai todos os corpos para baixo, para o centro da Terra redonda.

Conta-se que, em 1666 (atenção para a data!), quando tinha 23 anos, Isaac Newton viu uma maçã cair de uma árvore e compreendeu que a mesma força que a fazia cair mantinha a Lua em sua órbita em torno da Terra. Uma nova árvore da Ciência, cujo fruto simplesmente eliminou o ação poderosa de nosso Deus do cenário!

Bastou o fruto cair para o bruxo Newton (pesquise sobre a vida dele no livro Isaac Newton: O Último dos Feiticeiros!) concluir que a gravidade, essa força de atração — e não Deus! — impede que a Lua escape da órbita da Terra e se desloque pelo espaço. O Sol, por sua vez, atrairia a Terra e os outros planetas, impedindo que saíssem de suas órbitas. Sem essa força de atração, o Sistema Solar não existiria!

Depois dessa satânica inspiração, baseada na queda do fruto de uma árvore, Newton — e não Deus! — propôs a seguinte lei, sagrada e imutável para os cientificistas, adoradores da Ciência proposta por Lúcifer, denominada Lei da Gravitação Universal:

Dois corpos quaisquer no Universo se atraem com uma força diretamente proporcional as suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa. Ou seja, matéria atrai matéria na razão direta das suas massas e na razão inversa do quadrado da distância que os separa.

Note que a formulação da lei da gravidade nasce da dúvida em relação ao poder de Deus. Newton escreveu que, quando tentava compreender o que mantinha a Lua no céu, viu uma maçã cair e compreendeu que a Lua não estava suspensa no céu mas sim que caía continuamente, como se fosse uma bola de canhão que fosse disparada com tanta velocidade que nunca atinge o chão por este também “cair” devido à curvatura da Terra!

Você percebe como a mudança da cosmologia bíblica (terra plana) para a cosmologia filosófica (terra globo) nos afastou de Deus e o substituiu por uma Força? Sim, do ponto de vista cosmológico da Física moderna, a [deusa] Gravidade faz com que a matéria dispersa se aglutine, e que essa matéria aglutinada se mantenha intacta, permitindo dessa forma a existência de planetas, estrelas, galáxias e a maior parte dos objetos macroscópicos no universo.

A [deusa] gravidade é ainda responsável por manter a Terra e os demais planetas e satélites em suas respectivas órbitas, pela formação das marés pela convecção natural, por aquecer o interior de estrelas e planetas em formação e por vários outros fenômenos na Terra e no universo.

Antecipada e definitivamente, Jesus Cristo negou que essa força pudesse atraí-lo para o centro da Terra e retê-lo no planeta. Fez isso subindo para o Céu à vista de todos os Seus seguidores e prometeu voltar para levá-los com Ele!

A ascensão de Jesus Cristo, presencia por Pedro e os demais apóstolos, nega a lei da gravidade:

“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” — Atos 1:9-11

E o derramamento do Espírito Santo confirma a proximidade do Céu e a disposição divina de interagir conosco:

“E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.” —  Atos 2:2

Cosmologia de Pedro no livro de Atos

Para Pedro e os demais apóstolos, a cosmologia do Antigo Testamento permaneceu em vigor, não foi abolida, corrigida nem substituída por Jesus Cristo, quando aqui esteve. Pelo contrário, disse que tudo que fora dito até ali permaneceria como verdade pra sempre, sem mudar uma letrinha que fosse ou mesmo um pequeno acento. É o que percebemos nesta citação do profeta Joel feita por Pedro:

“E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor.” — Atos 2:19,20

Ainda no mesmo sermão do Dia de Pentecostes, inspirado pelo Espírito de Deus e com tradução divina simultânea para t0dos os presentes, Pedro se referiu também ao nível inferior da cosmologia bíblica:

“Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz:Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.” — Atos 2:31-35

“O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.” — Atos 3:21

Perceba a cosmologia bíblica da criação em três níveis — abóbada celeste, terra plana e profundeza do abismo — nas palavras dos apóstolos e primeiros cristãos:

“E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há.” — Atos 4:24

Estevão, em seu último discurso, fala de Deus que se comove e desce do Céu, o lugar de Sua habitação, para livrar Seu povo; do Céu como o lugar de Seu trono; da Terra como estrado de Seus pés; e do céu (firmamento sólido) que se abre para mostrar Jesus Cristo ao lado de Deus, o Pai:

‘Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.” — Atos 7:34

“Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono,e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor,Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?” — Atos 7:48-50

“E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” — Atos 7:54-56

No caso das visões de Cornélio e Pedro, a cosmologia bíblica também fica evidente ao ser dito que as orações sobem aos Céus, os Céus se abrem, ouve-se a voz de Deus diretamente dos Céus e o Espírito Santo é derramado do Céu:

“O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus.” — Atos 10:4

“E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos,” 

E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra. No qual havia de todos os animais quadrúpedes e feras e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.

E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se ao céu. — Atos 10:9-16

“E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.” — Atos 10:44-46

Cosmologia de Pedro em sua primeira epístola

Essa carta foi ditada pelo apóstolo Pedro ao escriba Silvano (I Pedro 5:12) e endereçada aos “estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”, cinco províncias romanas da Ásia Menor. O autor é identificado como “Pedro, Apóstolo de Jesus Cristo” (I Pedro 1:1) e se descreve como “testemunha dos sofrimentos de Cristo” (I Pedro 5:1), Novamente, existem no texto vários ecos da cosmovisão presente desde o Gênesis e nos ensinamentos de Jesus nos Evangelhos.

1. A herança dos salvos está guardada nos Céus:

“Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós.” — 1 Pedro 1:4

2. A criação é também descrita como “fundação do mundo”, o que reforça a ideia dos “fundamentos da terra”:

“O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.” — 1 Pedro 1:20

3. Deus nos contempla desde o Céu, acima do firmamento:

“Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal.”  — 1 Pedro 3:12

4. Jesus desceu ao mundo inferior e pregou aos “espíritos” ali aprisionados. Em sua segunda epístola, Pedro esclarece que “espíritos” são esses.

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água.” — 1 Pedro 3:18-20

5. Na ascensão, Jesus retornou para o Céu, lugar de Sua habitação junto ao trono do Pai:

“O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.” — 1 Pedro 3:22

Cosmologia de Pedro em sua segunda epístola

A segunda carta do apóstolo Pedro foi redigida, provavelmente, por volta da ano 66 da Era Cristã, mas há quem diga que pode ser o último escrito do Novo Testamento, produzido no fim do primeiro século. Os destinatários originais da carta seriam gentios e judeus cristãos espalhados pela Ásia Menor.

As alegadas diferenças de estilo entre as duas epístolas são atribuídas ao fato de que na segunda Pedro não teria recebido a ajuda de Silvano na redação. O tríplice propósito da obra seria advertir toda a Igreja contra os ensinamentos dos falsos mestres, incentivando a continuar crescendo na fé e no conhecimento de Jesus Cristo, e perseverar na certeza de Seu retorno.

1. Pedro confirma que ouviu a voz de Deus diretamente do Céu por ocasião da transfiguração, quando Moisés e Elias se manifestaram junto a Cristo:

“Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo,” — 2 Pedro 1:17,18

2. Pedro nega que o texto sagrado possa conter opiniões e conceitos não inspirados de seus autores, ou mesmo uma cosmovisão equivocada, ultrapassada e irreal, como querem os modernos teólogos.

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” — 2 Pedro 1:20,21

3. Pedro alertou contra o aparecimento futuro de falsos doutores, que introduziriam disfarçadamente heresias entre as doutrinas cristãs:

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” — 2 Pedro 2:1

4. Pedro esclarece que os espíritos aprisionados a que se referiu em sua primeira carta eram anjos caídos, acorrentados por Deus no mundo inferior:

“Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo…” — 2 Pedro 2:4

5. Pedro reforça a cosmologia bíblica, descrita por Moisés no relato da Criação e anuncia que esta seria colocada em dúvida e sob escárnio nos últimos dias.

“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”

“Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.” — 2 Pedro 3:3-7

6. Pedro reforça que os céus e terra que agora vemos serão finalmente destruídos e se desfarão em chamas:

“Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. — 2 Pedro 3:10

7. Pedro anuncia que, após a destruição dos céus e da terra atuais, Deus fará novos céus e nova terra. como na cosmovisão do princípio.

“Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.” — 2 Pedro 3:12-14

Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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