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Unitarianos discutem questões doutrinárias através de Hangouts. Acompanhe

São pessoas de diferentes denominações mas que se unem na crença unitariana, ou anti-trinitariana. Para conhecê-los melhor, acesse o site do irmão Josué:
https://sites.google.com/site/testemunhadeyah/a-trindade

A doutrina da trindade como dogma oficial só veio a existência depois de muitos anos de debates e concílios eclesiásticos. Após a morte do ultimo dos apóstolos o cristianismo passou a ser mais do que nunca perseguido pelos seus inimigos, os quais trataram não somente de tentarem sufocar o cristianismo como de corrompe-lo de modo a torná-lo inaceitável para Deus. Destes inimigos, nenhum poderia ser mais desejoso de que isso se realizasse do que Satanás o Diabo.  O cristianismo veio do judaísmo, uma forma de adoração na qual a visão da trindade era impossível de ser admita, e há os que digam que a doutrina da trindade teria sido uma revelação tardia da parte de Deus ao seu povo, o qual seria mais perfeitamente manifesta pela vinda do espírito santo.

Se houvesse uma declaração taxativa de que Deus é uma trindade, não haveria tantas reuniões e ajuntamentos de bispos a fim de buscarem um entendimento do que seria a verdade em relação ao papel do filho de Deus Jesus, a informação estaria evidente, o que não está, visto que nenhum ensino claro da trindade se encontra quer nas Escrituras Hebraicas como nas Escrituras Gregas.
“A formulação de ‘um só Deus em três Pessoas’ não foi solidamente estabelecida, de certo não plenamente assimilada na vida cristã e na sua profissão de fé, antes do fim do 4.° século. . . . Entre os Pais Apostólicos, não havia nada, nem mesmo remotamente, que se aproximasse de tal mentalidade ou perspectiva.” — Nova Enciclopédia Católica.
Muitos documentos são levantados como sendo declarações dos ‘pais da igreja’ os quais segundo alguns, sustentavam que Jesus era divino, sendo que nenhum destes homens porém pode ser reconhecido como estando sob a inspiração de Deus como estavam os apóstolos. De modo que, mesmo que alguns sustentem que havia dois lados, um que defendia e outro que refutava a ideia de uma trindade após a morte dos apóstolos, estes de fato não devem ser nosso parâmetro de avaliação, pois segundo o apóstolo Paulo declarou:
“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do seu próprio Filho. Pois eu sei que, depois que eu for, aparecerão lobos ferozes no meio de vocês e eles não terão pena do rebanho. E chegará o tempo em que alguns de vocês contarão mentiras, procurando levar os irmãos para o seu lado.”    Atos 20:28-30  NTLH
Assim queridos irmãos, o meio mais seguro de recorrermos a verdade é irmos para as Escrituras e submetê-la a uma exaustiva análise e verificação lógica a fim de averiguar se Jesus poderia vir trazendo uma nova teologia ou revelando um Deus diferente daquele os judeus estavam a adorar a milênios. Deus este que Jesus mesmo destacou como sendo igualmente alvo da sua adoração, quando disse dos judeus para uma samaritana.
“Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos;
porque a salvação vem dos judeus.”   João 4:22
Os concílios romanos que se seguiram dois séculos após a morte dos apóstolos que foram presididos em algumas ocasiões por pagãos, como o caso do concílio em Nicéia, que teve o imperador Constantino como presidente, tinham claramente dois lados que defendiam suas crenças e interpretações. Uns aceitavam que Jesus era Deus, outros diziam que ele era filho de Deus e subordinado ao Pai em todo o tempo. Uns diziam que Jesus tinha duas naturezas na Terra, outros que na Terra ele tinha apenas natureza humana, tendo despido-se da sua natureza divina. E assim grande conflito se abatia entre os cristãos que desejavam encontrar a verdade. Vários concílios se seguiram nos quais se formulou dogmas que definiam Jesus como sendo Deus e o espírito santo como sendo Deus, todos estes um único Deus em três pessoas divinas.  Mas dentro desta mesma igreja existia outra Igreja, a qual não cria na trindade e jamais creu, e destes que ainda sobrevive hoje os que não aceitam a trinitarismo.
Muitas denominações porém que surgiram após a reforma protestante seguem o modelo romano.
Enciclopédia Batista diz: “[Jesus] é . . . o eterno Jeová . . . O Espírito Santo é Jeová . . . O Filho e o Espírito Santo são colocados em exata igualdade com o Pai. Se este é Jeová, os demais também o são.”
The Baptist Encyclopædia, editada por William Cathcart, 1883, páginas 1168-9
Ademais, concílios posteriores ao Niceno promoveram a adoração do filho de Deus e depois a adoração do espírito santo, chamando-o de Senhor e dador da vida. [1]  Em todos estes períodos havia os que não concordavam com este posicionamento, questionando como poderia o filho ser elevado ao posto de seu Pai, e como o espírito de Deus poderia ser outra pessoa? Estes foram suprimidos e sufocados, mas não silenciados e nem destruídos.
Dentre estes, Ário que era membro da mesma igrejas mas que não defendia a igualdade tal como promoviam os que se estavam favorecendo um ensino trinitário.
Observamos assim que desde os ensinos de Jesus até a oficialização do dogma da trindade levou séculos, dentro dos quais uma luta de poder estava em jogo, e o qual certamente resultaria no que as profecias haviam determinado, até o tempo de restabelecer todas as coisas. Em nenhum momento da história os que defendiam o monoteísmo judaico cristão deixaram de existir de defenderem este ensino, embora poucos em número, eles permanecem firmes até hoje.
A trindade que hoje é promovida e defendida pelas igrejas é definida da seguinte maneira:

1 – (Quicumque vult salvus esse…) Todo aquele que quiser ser salvo, é necessário acima de tudo, que sustente a Fé Católica;
2 – A qual, a menos que cada um preserve perfeita e inviolável, certamente perecerá para sempre;
3 – Mas a Fé Católica é esta: que adoremos um Único Deus em Trindade e a Trindade em Unidade;
4 – Não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância;
5 – Porque a Pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra,
6 – Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma Divindade, igual em Glória e co-eterna Majestade;
7 – O que o Pai é, o mesmo é o Filho, e o Espírito Santo;
8 – O Pai é não criado, o Filho é não criado, o Espírito Santo é não criado;
9 – O Pai é ilimitado, o Filho é ilimitado, o Espírito Santo é ilimitado;
10 – O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno;
11 – Contudo não há três eternos, mas um eterno;
12 – Portanto não há três(seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado;
13 – Do mesmo modo, o Pai é Onipotente, o Filho é Onipotente, o Espírito Santo é Onipotente;
14 – Contudo não há três Onipotentes, mas um só Onipotente;
15 – Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus;
16 – Contudo não há três Deuses, mas um só Deus;
17 – Portanto o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor;
18 – Contudo, não há três Senhores, mas um só Senhor;
19 – Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor, assim também somos proibidos pela religião Católica de dizer que há três Deuses ou Senhores.
20 – O Pai não foi feito de ninguém, nem foi criado, nem gerado;
21 – O Filho procede do Pai somente; nem feito, nem criado, mas gerado;
22 – O Espírito Santo procede do Pai e do Filho; não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente;
23 – Portanto, há um só Pai, não três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.
24 – E nessa Trindade nenhum é primeiro ou último, nenhum é maior ou menor;
25 – Mas todas as três pessoas co-eternas são co-iguais entre si, de modo que em tudo o que foi dito acima, tanto a Unidade em Trindade, como a Trindade em Unidade deve ser cultuada;
26 – Logo, todo aquele que quiser ser salvo deve pensar desse modo em relação à Trindade;
27 – Mas também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na Encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo;
28 – É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem;
29 – Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai. Homem nascido no tempo da substância da sua mãe;
30 – Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana;
31 – Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade;
32 – O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo;
33 – Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade;
34 – Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa;
35 – Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo;
36 – O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou do mortos ao ao terceiro dia;
37 – Ascendeu ao Céu, sentou à direita de Deus, Pai Onipotente; de onde virá para julgar os vivos e os mortos;
38 – Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de suas obras;
39 – E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna. Aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno;
40 – Esta é a Fé católica, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo.

Quando este dogma foi oficializado pela organização religiosa romana, nenhuma denominação das existentes hoje existia, de modo que as que existem atualmente e defendem o ensino da trindade, herdaram desta igreja mãe o ensino trinitariano.

A trindade é um ensino não bíblico fruto de um desvio exegético e também surgindo pela permissão da introdução do paganismo dentro da visão judaico cristã que Jesus defendia. É um desvio da verdade, uma mentira sobre Deus.
“Estou muito irado com você e com os seus dois amigos, 
pois vocês não falaram a verdade a meu respeito, como o meu servo Jó falou.”
Jó 42:7
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Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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