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#MeToo! — Em novo áudio, “Doutrinador Adventista” confirma o propósito de suas denúncias

“#AconteceuComigo!” e “#ComigoTambém!” seriam hashtags em português equivalentes à utilizada por vítimas de assédio sexual e estupros em Hollywood: “#MeToo!” (em inglês). “#EuTambém!” seria a tradução mais literal e ao pé da letra. A expressão revela a confirmação da ocorrência desses abusos em larga escala no meio cinematográfico norte-americano. Aqui no Brasil, o jornalista Marcelo Rezende, a quem apelidamos de “o Doutrinador Adventista”, espera provocar fenômeno semelhante, levando membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia a denunciarem desmandos, abusos, opressões, prejuízos e outras crueldades cometidas por pastores e líderes da denominação, que alegam agir sob a aprovação e blindagem divina, uma vez que se dizem ungidos intocáveis.

Pesquisando na internet, vemos que o movimento #MeToo surgiu em forma de hashtag nas redes sociais, mas logo ganhou notoriedade ao ser adotado por celebridades hollywoodianas.

Conheça o que é o movimento #MeToo.

Se você tem acompanhado as últimas premiações do Oscar ou de outros grandes eventos na área do entretenimento deve ter notado que os discursos contra o assédio sexual têm tomado a cena. A expressão MeToo vem do movimento ‘The Silence Breakers’, algo como quebra do silêncio, de onde a Igreja Adventista copiou o www.quebrandoosilencio.org.

O movimento foi tão relevante que foi escolhido como a “personalidade” do ano de 2017 pela revista americana Time, que anualmente escolhe pessoas para figurarem no posto. Em 2016, foi Donald Trump. A publicação afirmou que #MeToo foi usada milhões em mais de 85 países diferentes.

Como surgiu o #MeToo

Apesar de ter tido bastante repercussão no ano de 2017, foi ainda em 1996 que a expressão #MeToo foi pensada pela primeira vez. Foi a ativista Tarana Burke, que luta pelo empoderamento das jovens mulheres negras, que iniciou o movimento.

O movimento #MeToo ajudou a disseminar pelo mundo o combate ao assédio sexual

A ideia de propagar o movimento foi criar empatia entre as vítimas de assédio (Foto: depositphotos)

Depois de escutar o relato de uma criança que sofria abusos sexuais do padastro, Tarana Burke não teve coragem de dizer para ela: Eu também. Esse remorso corroeu a americana, que somente anos depois teve a força para falar ao mundo: “me too”, ou seja, “eu também”. A ideia de propagar o movimento foi criar empatia entre as vítimas de assédio.

Como Hollywood adotou o #MeToo

A popularidade da expressão veio com o Twitter, quando a atriz americana Alyssa Milano, de 44 anos, “twittou” o termo. Ela fez isso depois dos escândalos com o produtor Harvey Weinstein.

Harvey Weinstein era um dos maiores produtores de Hollywood, fundador da Miramax e da The Weinstein Co. Ele já venceu o Oscar e produziu grandes sucessos de bilheteria como o Senhor dos Anéis.

Foi o Jornal The New York Times que abriu as acusações com entrevista da atriz Ashley Judd. Em seguida, apareceram outras e outras narrando as atitudes desprezíveis do poderoso magnata da indústria cinematográfica.

Ao todo, mais de 20 mulheres acusaram Weinstein de assédio sexual, insinuações ou estupro.

O escândalo tomou conta das publicações não só americanas como mundiais. Weinstein se internou em uma clínica de reabilitação, mas as denúncias foram aceitas pelas Polícias de Nova York e Londres. Ele pode cumprir uma pena de 25 anos pelas acusações.

#MeToo pelo mundo

De acordo com o jornal El País, o movimento #MeToo ajudou a disseminar pelo mundo o combate ao assédio sexual. O diário espanhol revelou que a busca pela palavra feminismo no dicionário Merriam-Webster aumentou 70% somente no ano de 2017. “Nunca antes tantas mulheres —e também homens— de diferentes esferas haviam se definido publicamente como feministas, palavra maldita durante anos”, define o El País.

As leis europeias aproveitaram o movimento #metoo para endurecer seus debates contra o assediadores

Muitas mulheres usaram a hashtag para denunciar os abusos sofridos (Foto: depositphotos)

Os países europeus também aproveitaram a tendência para endurecer seus debates contra o assediadores. Na Suécia, foi votado uma lei para deixar claro o que é abuso do que é consentido. Na França, algo parecido também está em discussão.

Os dados oficiais revelam o quanto o abuso é uma constante em todo o mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas, a Onu, uma em cada 10 mulheres são assassinadas pelos seus companheiros. O absurdo prossegue: uma em cada 14 mulheres já sofreu algum abuso sexual, segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS.

O movimento #MeToo também aflora outras questões relacionadas ao sexismo, cujas mulheres também são vítimas. Logo, ele se espalhou também na defesa de outras causas.

A importância do #MeToo

O movimento que aflorou nos bastidores dos estúdios de Hollywood tem uma importância gigante para as mulheres que trabalham na indústria do entretenimento, mas também para os outros setores.

Prova disso, é que a ginasta americana McKayla Maroney, campeã olímpica em Lodres-2012, também usou a hashtag para denunciar o abuso que sofreu dentro do mundo esportivo.

Esse foi o ponta-pé inicial para demostrar que o movimento #MeToo vai além do universo do entretenimento, mas pode atingir pessoas de outras áreas, até mesmo aqueles que não têm notoriedade da mídia, como membros leigos de uma denominação, vítimas de seus pastores.

A questão do assédio, opressão. exploração e violência, ganhou os noticiários, capas de revistas, destaque nos jornais e passou a fazer parte de debates em escolas, universidades, centro de convivência e invadiu até mesmo as reuniões familiares.

Outro lado positivo do movimento é que ele também foi adotado por homens, demostrando a preocupação do universo masculino com o respeito e igualdade de tratamento entre as pessoas.

#MeToo Mais de 500 mil mulheres denunciam!

Não é de hoje que o mundo artístico trata as mulheres como seres de menor valor que devem ‘pagar’ por seu direito de trabalhar cedendo a investidas de homens influentes do meio. Felizmente os tempos mudaram e elas perceberam que juntas são fortes.

Este é justamente o que aconteceu para que Harvey Weinstein, um dos produtores mais influentes da indústria cinematográfica, fosse desmascarado.

Conhecido abusador (há casos inclusive de estupros) de atrizes, ele vinha agindo há décadas sem ser importunado até que atrizes do calibre de Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow resolveram denunciá-lo. Dezenas de outras atrizes se juntaram a elas e Weinstein caiu. Foi demitido do estúdio fundado por ele próprio e expulso da Academia do Oscar.

Com esta iniciativa corajosa que derrubou um dos figurões de Hollywood, outras ações estão surgindo para mostrar que, infelizmente, o assédio é algo mais comum do que as pessoas imaginam.

A atriz Alyssa Milano iniciou campanha através do Twitter, convocando outras mulheres a responderem “me too” (eu também), caso já tenham sido vítimas de abuso sexual. A campanha em pouco tempo passou dos 500 mil compartilhamentos.


Alyssa Milano

Ela escreveu: “Sugerido por uma amiga: se todas as mulheres que já foram assediadas ou abusadas sexualmente escreverem ‘Eu também.’ como status [da rede social], talvez a gente possa dar às pessoas uma noção da magnitude do problema. Se você já foi assediada ou abusada sexualmente escreva ‘eu também’ como resposta a esse tuíte”.

A ideia foi um grande sucesso. Infelizmente. Em menos de 24 horas o tuíte recebeu milhares de respostas, a maioria de pessoas anônimas, mas também muitas pessoas famosas se pronunciaram. Entre elas, Lady Gaga, Monica Lewinsky, Anna Paquin, Evan Rachel Wood e Patricia Arquette.

Na França, outra campanha no Twitter também foi lançada para denunciar situações de assédio, a #balancetonporc – “delate seu porco”. A ideia partiu da jornalista Sandra Muller e também foi inspirada pela onda de denúncias de casos de assédio contra Weinstein.

No dia 13 de outubro ela tuitou: “E se nós também revelássemos os nomes dos predadores sexuais que 1) nos faltaram com o respeito verbalmente e 2) tentaram nos tocar?”.

A primeira denúncia foi feita pela própria jornalista: “Você tem peitos grandes. Faz o meu tipo. Vou te fazer gozar a noite toda”, foi o que ouviu do presidente de uma emissora.

Milhares de mulheres aderiram à campanha encabeçada por Sandra e a hashtag #balancetonporc se tornou um trending topic no fim de semana seguinte…

Na IASD, o que estamos propondo às ovelhas do rebanho do Senhor seria algo como #DelateSeuLobo

Fontes:

https://www.estudopratico.com.br/o-que-e-o-movimento-metoo/

https://www.hypeness.com.br/2017/10/metoo-mais-500-mil-mulheres-expoem-o-tamanho-do-abuso-e-do-assedio-no-mundo/

www.adventistas.com

Sobre Max Rangel

Servo do Eterno, Casado com Arlete Vieira, Pai de 2 filhas, Analista de Sistemas, Fundador e Colunista do site www.religiaopura.com.br.

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